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Parque Zoobotânico, e-marketplace e turismo de base comunitária se destacam no terceiro dia da FITA

Parque Zoobotânico, e-marketplace e turismo de base comunitária se destacam no terceiro dia da FITA

28/11/2021 às 11h58 Atualizada em 28/11/2021 às 11h58
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Uma vasta programação decapacitações, painéis temáticos e palestras, marcou o terceiro dia da FeiraInternacional de Turismo da Amazônia (FITA), no sábado (27).


Fotos: Ellen Dias /Ascom Setur Pará

Casescomo o Parque Zoobotânico Vale, em Parauapebas, estratégias de mercado comoe-marketplace e atividades de turismo de base comunitária em áreas deconservação e reservas ambientais se destacaram junto ao público presente naEstação das Docas.

Pelamanhã, foram apresentadas algumas políticas públicas e ações da Secretaria deEstado de Turismo (Setur), como Observatório do Turismo do Pará, com fomento depesquisas relacionadas ao setor.

Acompanhia Vale, patrocinadora do evento, apresentou o case de sucesso do ParqueZoobotânico de Parauapebas, com 36 anos em operação no estado. Uma reservaambiental que preserva a biodiversidade a fauna e a flora local. O pontoabordado durante a mostra foi a importância de transformar o turismo ecológicode forma responsável.

“OParque Zoobotânico da Vale é a sétima maravilha do estado. Nós estamos em umaárea completamente preservada. Esse é o desafio hoje, mostrar que podemos fazero turismo e conservar a biodiversidade local”, completou Lourival Tyski gerentedo parque.

EMarketplace foi outro assunto em discussão, a junção dos municípios parafortalecer a comercialização do turismo. “O marketplace é importante para unirde forma on-line tudo que o estado tem para oferecer, mas para isso é precisoque todos estejam integrados, mais do que isso, capacitados. O turista em umaplataforma será direcionado, mas os municípios precisam saber entregar o quevendemos”, pontuou o palestrante Joy Colares da Fecomercio.

Objetivose vantagens da prática do Turismo de BaseComunitária (TBC) - Durante a tarde,a preservação e conservação ambiental, não ter o turismo como única fonte derenda, proporcionar alternativas de trabalho e renda, respeitar o modo de vidadas populações tradicionais, promover o fortalecimento das comunidades e amelhoria da qualidade de vida foram tópicos abordados durante o painel"Turismo em Unidades de Conservação".

Naimplementação do Turismo em UCs, a diretora de Gestão e Monitoramento doIdeflor-Bio, Socorro Almeida, disse que é importante considerar que se forneçamserviços ambientais, a sustentabilidade financeira da UCs, a valorização da sociobieconomia,além de dar sentido para a UC e justificar sua permanência. "Não podemosnunca perder de vista as futuras gerações", concluiu.  

Já aanalista ambiental do ICMBio, Manoelle Reis Paiva, falou do trabalho realizadona Floresta Nacional do Tapajós. "Juntamente com a comunidade da FLONA doTapajós fizemos uma revisão das normas de condução. Somente numa comunidade(Jamaraquá) mapeamos 12 oportunidades de atrativos e atividades, entre trilhas,igarapés, casa de farinha, produção de biojóias, entre outras", revelou.

Acomercialização de roteiros é um dos grandes desafios do modelo de gestão TBC,o acesso ao mercado reduzido ou inviabilizado por se tratar de um modelo parapequenos grupos, visto que a capacidade de atendimento é justamente a quantidadede pessoas dessa comunidade. Manoelle também salientou a reabertura gradual daunidade para visitação pós pandemia, os desafios de promover pesca esportiva emcomunidades na FLONA Tapajós, a estruturação de política de cobrança deingressos e integração do TBC com outras políticas públicas.

ParaAdelio Demeterko, administrador e Diretor Executivo do Grupo Cataratas em Fozdo Iguaçu, o propósito do turismo com visão sustentável é impactar de formapositiva as localidades, o país e o mundo.

"Pensandoglobalmente, mas agindo localmente. O turismo é uma grande oportunidade defazermos acontecer. O Brasil tem tantas riquezas para exploração turística,especialmente na região Norte e é possível sonhar e realizar", disse.

Osecretário adjunto de Turismo do Maranhão, Hugo Veiga, comunga da mesma visãode gestão. "Explorar o turismo nessas localidades, sem explorar anatureza, com base em sustentabilidade, planos de conservação e participação dacomunidade é possível", finaliza.

A tardede programação técnica do sábado se encerrou com o painel "Turismo emComunidades Tradicionais" com a participação de Rodrigo Sales, CEO daUntamed Angling Brasil (SP); Adriana Lima, coordenadora do Movimento deMulheres das Ilhas de Belém; e Sílvia Cruz, professora da Universidade Federaldo Pará (UFPa). A moderação foi da técnica em Gestão de Turismo da Setur-PA,Conceição Silva.

Fonte: Ascom/Setur Pará

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