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Comunidades tradicionais contribuem para preservação do Jalapão

Comunidades tradicionais contribuem para preservação do Jalapão

14/01/2022 às 11h19 Atualizada em 14/01/2022 às 11h19
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O extrativismo e o artesanato são aspectosfundamentais que movimentam a economia das comunidades do Jalapão, que, comapoio do Naturatins, aprendem a tirar da natureza seu sustento, com impactoambiental mínimo.

Fotos: Divulgação/Governo do Tocantins

Hastes de capim-dourado, uma das riquezas doJalapão

Conhecido por suaspaisagens exuberantes que atraem turistas ao local o ano inteiro, o ParqueEstadual do Jalapão (PEJ) completou 21 anos de sua criação nesta semana. Alémdo turismo, outro aspecto que movimenta a economia da região é o extrativismo ea produção de artesanatos, apoiados pelo Instituto Natureza do Tocantins(Naturatins), gestor do Parque.

Licores feitos com frutos da região produzidospelas comunidades jalapoeiras

A maior riqueza doJalapão é o seu povo, os moradores que gostam de ser chamados de jalapoeiros.São pessoas simples, que adoram contar histórias aos visitantes, enquantovendem seus produtos manufaturados e, com apoio do Naturatins e outrasentidades, eles aprenderam como extrair da natureza o seu sustento e, ao mesmotempo, preservar a biodiversidade local.

Comunitários durante colheita de jatobá, que éutilizado na fabricação de farinha e outros produtos

São diversos projetosdesenvolvidos pelo Naturatins em parceria com as comunidades das áreasprotegidas que têm obtido resultados positivos na região, uma vez quepossibilita a realização das atividades econômicas com baixo impacto ambiental,conciliando a natureza com a presença humana. Esses projetos fomentam a rendada população e agregam valor aos seus produtos, que são comercializados apóspassarem por processamento artesanal, como doces, óleos e farinhas,capim-dourado, etc.

Além do processamentodos produtos extraídos da natureza pelos comunitários, eles também passam portreinamentos constantes, quando aprendem técnicas para garantir mais qualidadeaos produtos, como apresentação das embalagens e cálculo para determinar opreço dos produtos, que são comercializados.

A supervisora da Área deProteção Ambiental (APA) do Jalapão, que abrange também o Parque Estadual do Jalapão,Rejane Ferreira Nunes, conta que esses projetos foram fundamentais para odesenvolvimento econômico dessas comunidade, sem impactar o ambiente. Segundo asupervisora, “hoje, os comunitários têm geração de renda, segurança alimentar egestão comunitária, tudo isso em consonância com práticas sustentáveis”.

O extrativistacomunitário José Mininim reconhece a importância do Naturatins para que hojepossa dizer que vive do Cerrado e de tudo que ele oferece. “Foi o Naturatins,por meio da equipe do Parque Estadual do Jalapão, que nos mostrou sobre aspossibilidades de renda que o Cerrado oferece, sem que a gente precise derrubaruma árvore; o Naturatins nos deu apoio, nos ensinou como viver do Cerrado, queé de onde tiro meu salário e o sustento de minha família”.

O extrativista diz aindaque além do jatobá, também colhe buriti (para fazer doces e óleos), castanha debaru e mangaba. “Estamos sempre aprendendo sobre o Cerrado, como defender suasriquezas contra o fogo e como proteger suas águas”, concluiu Mininim.

Capim-dourado

Produtos feitos nas comunidades quilombolas doJalapão ganharam o gosto dos turistas do Brasil e do mundo

O Capim-dourado(Syngonanthus nitens) é considerado a marca registrada do Jalapão, por ser aprincipal matéria-prima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos dedecoração feitos por artesãos, especialmente quilombolas que residem na APA doJalapão.

A habilidade dosartesãos do povoado Mumbuca na produção de peças de capim-dourado fez o produtoganhar fama e encantar pessoas em todo o Brasil e também no exterior.

Todosos anos, de setembro a novembro, é realizada a colheita das hastes decapim-dourado por cerca de 1,5 mil artesãos e extrativistas autorizados peloNaturatins.

Deacordo com a Supervisora da APA, Rejane Nunes, durante a colheita, “a equipe doinstituto, percorre os campos monitorando e fiscalizando com o intuito degarantir que não haja invasores (pessoas não autorizadas) colhendo as hastes,especialmente quando ainda não estão completamente maduras, antes da aberturada colheita oficial”. 

A supervisora esclarece que esse trabalho é necessário para garantir que acoleta do capim-dourado seja feita pelas comunidades tradicionais, organizadasem associações e autorizadas pelo órgão ambiental.

De acordocom Rejane, são 15 dias de fiscalização intensa nos campos de capim-dourado,inclusive com remanejamento de agentes de fiscalização de Palmas.

“Essaoperação começa com o monitoramento dos campos no final de agosto ou início desetembro, quando algumas hastes já começam a ficar maduras e exibir seu brilhodourado, e vai até o início da coleta, quando os próprios extrativistasautorizados já estarão no local e denunciam eles próprios a presença deestranhos”, informa a Supervisora.

Osartesanatos tanto de capim-dourado quanto de outros produtos da região doJalapão são comercializados nos Centros de Atendimento ao Turista (CAT) e nascasas dos próprios produtores. Na capital, Palmas, os artesanatos do Jalapãotambém podem ser encontrados nas lojas dedicadas a artefatos tocantinenses.

Fonte: Ascom Naturatins

 


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