

Jornalista SérgioMoreira
As obras para tirar do papel o trem turístico Rio-Minas começarão este mês. O projeto final contemplará 168 quilômetros, ligando Cataguases, na Zona da Mata, até Três Rios, no Estado do Rio de Janeiro.
Inicialmente,o Trem Rio-Minas realizará viagens aos sábados, domingos e feriados
No entanto, nesta primeira etapa do projeto serão 37 quilômetros,ligando Chiador, Sapucaia e Três Rios. A previsão é que até o final do ano otrecho esteja pronto e operando com viagens.
"Nossoobjetivo é estender até Cataguases. O projeto inicial é contemplar também AlémParaíba, Volta Grande, Recreio, Leopoldina e Cataguases. Hoje temos total apoiodas prefeituras e esperamos em breve que o módulo 2 seja anunciado",comentou Cyntia Nascimento, presidente da Organização da Sociedade Civil deInteresse Público (Oscip) Amigos do Trem, que tem sede em Juiz de Fora, na Zonada Mata.
AOscip é que ficará com a operação do trem turístico. A organização existe háquase 22 anos. Foi idealizada e fundada pelo tio de Cyntia, Paulo Henrique doNascimento, que em 2016 desenvolveu a ideia desta ligação entre Minas Gerais eRio de Janeiro. Porém, Paulomorreu em 2018 porcausa de um câncer no pulmão. Desde então a sobrinha continua as atividades.
Em2016, conta ela, o tio recebeu R$ 1 milhão de doação de Josemo Correa, fundadordo grupo empresarial Mil. Com esse recurso, comprou 15 carros de passageiros eseis locomotivas. Parte destes objetos serão usados quando o primeiro trechoestiver pronto.
"Inicialmente,o Trem Rio-Minas realizará viagens aos sábados, domingos e feriados. O númerode carros de passageiros será de acordo com a demanda. Porém, a capacidade delotação para uma composição completa é de 873 turistas por viagem. Assim,totalizando 20.952 turistas mensais e 251.224 anuais. A venda os ingressos seráfeita pela internet, aplicativo, pontos de embarque, sites parceiros, lojascredenciadas e agências de viagens", explicou Cyntia. A previsão é que atéo final de 2023 todas as obras sejam finalizadas.
Aexpectativa é de que o Trem Turístico Rio-Minas gere cerca de 230 empregos nastrês cidades que começarão a operação. Esse número pode aumentar a partir doavanço das obras para os outros municípios. "É perceptível que o turismo eas potencialidades turísticas passaram a serem tratadas com maior importânciapelos gestores, empresas públicas e órgãos municipais devido aos benefíciossociais, econômicos, ambientais e oportunidade de novos negócios",ressaltou a presidente da Oscip Amigos doTrem.
Todasas obras, inclusive a da primeira etapa, serão feitas pela FerroviaCentro-Atântica (FCA), que é a detentora da malha ferroviária. Já as estaçõesdo trem foram reformadas, ou construídas, pelas próprias prefeiturascontempladas no trecho.
CyntiaNascimento explicou que a Oscip irá contratar empresas no ramo de marketing ecaptação de incentivos fiscais para criarem projetos culturais e gastronômicosno trajeto do Trem Turístico Rio-Minas.
"Essasempresas serão responsáveis pela criação de projetos em diferentes segmentosartísticos para a realização no Trem Rio-Minas de eventos de música,literatura, gastronomia, cerveja, dentre outros. Nós também realizamos omapeamento de agências de turismo para a elaboração de roteiros turísticos,assim como trabalhar as potencialidades que cada município oferece. Asprefeituras, inclusive, seguem realizando inúmeras atividades e mudanças naparte de turismo e preparando-se para receber os turistas", finalizouCyntia.
Investir noturismo é fundamental
De acordocom os últimos levantamentos do turismo, o faturamento do setor em 2021 foi deR$ 7,1 bilhões — 77% acima de 2020, embora 44% abaixo de 2019, antes docoronavírus. Em viagens, porém, as operadoras já fizeram 7,4 milhões deembarques no ano passado, ou 14,2% mais que em 2019. E, no primeiro trimestredeste ano, as receitas foram 25% superior à do mesmo período do ano passado. Aprevisão é chegar a 60% de crescimento em 2022, retornando ao nível anterior àpandemia.
A voltado turista já é visível em cidades como o Rio. Ainda que o carnaval tenha seresumido ao desfile das escolas de samba, um levantamento da indústriahoteleira constatou que o Rio recuperou 60% dos turistas estrangeiros em relaçãoa 2021. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelou que, entrejulho de 2020 e fevereiro passado, metade das cidades que mais abriram vagas detrabalho tem o turismo como principal atividade. A oferta de empregos cresceu52% em Porto Seguro (BA), 31% em Gramado (RS) e 39% em Araruama (RJ). Ao todo,o turismo gera cerca de 7 milhões de empregos no país.
É verdadeque a recuperação tem sido sustentada pelo turismo doméstico, que representou96% dos destinos, segundo a associação Braztoa, que reúne operadoras do setor.Sobretudo, faltam um trabalho consistente de divulgação do Brasil no exterior,maior oferta de voos internacionais e a expansão da estrutura de turismoreceptivo para acolher os estrangeiros.
O governoargumenta que a promoção do Brasil tem crescido. A Embratur lançou uma campanhanos Estados Unidos, prevê ações similares na Europa e na América Latina eafirma dispor de mais de R$ 100 milhões para promover o país (eram R$ 30milhões em 2019). Numa parceria com o Sebrae, o valor investido na promoçãointernacional do Brasil promete chegar a R$ 200 milhões. Nos três primeirosmeses de 2022, mais de 530 mil estrangeiros desembarcaram no país. É pouco anteos 6 milhões de visitantes anuais que já acolhemos — e pouquíssimo se levarmosem conta que só Londres ou Paris recebem, cada uma, entre 15 milhões e 20milhões de visitantes anuais.
O turismoprecisa de políticas próprias articuladas nos planos federal, estadual emunicipal para continuar a gerar empregos em hotéis, restaurantes, bares,transporte, comércio etc. A oportunidade é enorme. O Brasil deveria divulgaruma imagem centrada em seus recursos naturais, por meio de campanhasrelacionadas à ecologia e ao meio ambiente.
Com orecuo da pandemia, o momento é propício a uma grande campanha no exterior paraatrair turistas. Há ainda ramos específicos a explorar, como eventos,congressos ou viagens corporativas. No Brasil, nem há reembolso de impostos aoturista que compra produtos aqui, comum noutros países. Um projeto de lei tentacriar mais esse incentivo, mas não tramita com a velocidade necessária. Numpaís como o Brasil, com suas belezas naturais e cultura de acolhimento, não dámais para tolerar o descaso.
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EDUÇÂODE EMISSÃO DE CARBONO
AeroportoInternacional de Belo Horizonte reduz emissão de carbono e coloca Minas Geraisna vanguarda das ações de sustentabilidade em aeroportos no país.
Um total de 175 toneladas amenos de gás carbono na atmosfera. Essa foi a redução acumulada de emissõesalcançada pelo Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em dois anos com açõesem diferentes frentes como otimização do uso de energia elétrica pelo terminal,substituição de lâmpadas por LED; redução do trajeto de frota de veículos ereaproveitamento de águas. A meta é reduzir mais a cada ano, perseguindo acontribuição efetiva e contínua para a mudança global de clima, um dos Objetivosdo Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Pacto Global da ONU – Organização dasNações Unidas.
O trabalho garantiu oreconhecimento e certificação do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte noprograma da ACI - Airport Carbon Accreditation (ACA), sendo um dos doisúnicos aeroportos no Brasil com certificação nível 2 – ou seja, com ações quepermitiram “redução” das emissões. Em toda a América Latina, 19 aeroportos sãocertificados neste nível. No Brasil, três aeroportos possuem certificação nível1 (mapeamento de ações) e apenas Belo Horizonte e Salvador possuemreconhecimento nível 2 (redução).
O resultado é fruto de um trabalho estruturado de mapeamentodas emissões, definição e implementação de projetos em várias áreas e umagestão estratégica voltada para a sustentabilidade. “No Aeroporto Internacionalde Belo Horizonte, o ESG é um importante pilar estratégico e diversasiniciativas ambientais, sociais e de governança estão em prática e também nonosso planejamento anual. Quando o assunto é o meio ambiente, é importantedestacar que o aeroporto está classificado no nível redução entre os aeroportoscertificados na América Latina e Caribe, pelo Airport Carbon Accreditation(ACA). Para alcançar esse patamar, o aeroporto adota processos eficazes de descarbonizaçãoem seus projetos do ponto de vista da gestão de efluentes, consumo decombustíveis e eficiência energética, mitigando os impactos de sua operação”,afirma Kleber Meira, CEO de BH Airport.
O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte se comprometeefetivamente com a sustentabilidade e coloca em prática ações que geramimpactos sociais e ambientais positivos. As iniciativas voltadas para asustentabilidade sociocultural, ambiental e para a evolução do modelo degovernança foram reconhecidas ao longo de 2021. Os resultados mostram que oaeroporto caminha de forma alinhada a esses conceitos, que têm sido o eixo desua atuação ao longo do tempo.
Além do reconhecimentopela redução de emissão de gases de efeito estufa, em 2021, o Aeroportorecebeu o prêmio de Aeroporto Verde - ACI GreenAirport Recognition pelo projeto Coleta SeletivaSolidária, desenvolvido desde o início da concessão da BH Airport, em2014. Nessa iniciativa, foram doadas mais de 1.600 toneladas de resíduos àAssociação de Catadores de Materiais Recicláveis (Ascamare) de Lagoa Santa,cidade do entorno do aeroporto. A ação impactou diretamente na geração de rendade renda para 27 famílias de associados à entidade, que comercializam osresíduos.
Também obteve, em 2022, o certificadopor uso de energia 100% limpa. A conquista reforça o compromisso da BH Airportem somente utilizar energia proveniente de fonte renovável. O documento,emitido pela CEMIG, comprova que o consumo foi realizado por meio dehidrelétrica, o que contribuiu para que fosse energia limpa e segura. “Obteressa certificação evidencia o nosso compromisso em utilizar os recursosnaturais de forma consciente, bem como o engajamento das equipes paradesenvolver projetos que tenham reflexos na redução das emissões de gases deefeito estufa. O aeroporto atua para se tornar o aeroporto mais sustentável dopaís e a conquista contribui para fortalecer essa ambição”, ressalta o CEO daBH Airport, Kleber Meira.
As práticas ambientais da BHAirport
Para que a operaçãoaeroportuária tenha o menor impacto ambiental, todos os projetos realizados sãoavaliados pela equipe de Meio Ambiente da BH Airport, concessionária queadministra o aeroporto, e regularizados nos órgãos ambientais competentes. Agestão de emissões atmosféricas e de insumos, como água, energia e resíduos évoltada para uma operação cada vez mais eficiente e sustentável. Atenta àsua responsabilidade, a concessionária busca disseminar valores, estabelecerparcerias e promover a integração com a comunidade para que essedesenvolvimento seja ambientalmente sustentável.
O programa de redução de carbono
O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte está entre os 19aeroportos certificados na América Latina e Caribe, acreditados com o Nível 2 -Redução das emissões, pela Airport Carbon Accreditation (ACA). Esse nível deacreditação envolve a gestão de carbono do terminal e sua progressão em direçãoa uma pegada de carbono neutra. Para que isso ocorra, o aeroporto adotaprocessos eficazes de descarbonização em seus projetos do ponto de vista dagestão de efluentes, consumo de combustíveis e eficiência energética, mitigandoos impactos de sua operação.
Em setembro de 2021, a equipedo aeroporto já havia atendido a todos os requisitos necessários para a renovaçãoda acreditação de emissões de carbono, no nível 2, pelo programa da ACI - AirportsCarbon Accreditation. Com isso, o terminal foi reconhecido peloesforço de colocar em prática ações para reduzir as fontes de emissão de gasesde efeito estufa, considerados os principais responsáveis pelo aquecimentoglobal.
O processo de renovaçãoconsistiu em mostrar que o aeroporto cumpriu o requisito de redução gradativade suas emissões de gás carbônico em 2019, em relação aos anos de 2018 e 2017.A renovação é anual, mas, em função da pandemia do coronavírus, o processo nãoocorreu em 2020.
Para obter a renovação daacreditação, o aeroporto desenvolveu alguns projetos que envolveram as áreas deQualidade, Segurança, Meio Ambiente, Manutenção, Terminal de Cargas eAdministrativo-Financeiro da empresa.
Reaproveitamento de água
O sistema de coleta, armazenamento e reaproveitamento de águaspluviais do Terminal de Passageiros captou e reaproveitou 1.015 m3 em 2021. Ovolume foi direcionado para reservatórios enterrados e, depois, para oreservatório elevado de água de reuso. Esse recurso foi reutilizado noabastecimento das instalações sanitárias e na reposição de água para o sistemade climatização.
Também no Terminal de Passgeiros 2, há um conjunto de sistemas decoleta, armazenamento e reaproveitamento de águas cinzas, que são captadas pelosistema de redes segregadas, direcionando o efluente para uma estaçãoelevatória e posteriormente para a Estação de Tratamento de Efluentes. Ao todo,foram captadas 1.337 m3 dessa água em 2021, que também foi reutilizada noabastecimento das instalações sanitárias e reposição de água para o sistema declimatização.
Para completar, foi concluída a reforma da Central de Água Gelada– que elevou a eficiência na climatização do lado doméstico do terminal – o quegerou economia de cerca de 400m3/mês.
Cuidado com as áreas verdes
A atenção às áreas verdes do aeroporto é essencial. A manutençãodesses locais envolve mais do que estética, mas também a segurança dasoperações. Existem, inclusive, normas da Agência Nacional de Aviação Civil(Anac) que preveem a manutenção das áreas, sendo que durante as chuvas énecessário reforçar as equipes e equipamentos para manter o serviço.
É fundamental o monitoramento, planejamento, fiscalização,mapeamento e direcionamento de todo o trabalho, que é realizado por uma empresaterceirizada. Serviços como adubação, irrigação, plantio, tratamento de pragase plantas invasoras, bem como limpeza, são acompanhados de perto pelo time BHAirport.
As áreas verdes do aeroporto se estendem pelo eixo viário,estacionamento, jardins, vasos de plantas no terminal, área operacional,Terminal de Cargas, reserva legal, cerca patrimonial, além de todas as estradasnão pavimentadas, que estão no limite do aeroporto.
Programa de Coleta Seletiva
Compromisso com a preservação do meio ambiente aliado à geração deemprego e renda para 27 famílias da região de Lagoa Santa. O Programa de ColetaSeletiva já alcançou a marca de 1,7 mil toneladas de resíduos coletados edoados (ou 1,7 milhão de quilos) à Associação de Catadores de MateriaisRecicláveis de Lagoa Santa (Ascamare), desde agosto de 2014. A associação é aúnica com qualificação para atender grandes empresas da região de Lagoa Santa.
Carrinhos elétricos
Iniciativas
Otimização do uso de energiaelétrica: ajuste do horário deacendimento e desligamento das torres dos pátios de aeronaves e remanejamentoda iluminação do subsolo.
Substituição da iluminação do Terminal dePassageiros 1: substituição de 100% das luminárias do terminal e adoção delâmpadas Led.
Redução do trajeto da frota de veículos: alteraçõesnos trajetos dos ônibus utilizados em área operacional, que realizam transladode passageiros. Implantação de uma nova base para os ônibus e uma rotatóriaencurtando a distância percorrida pelos veículos em 30%.
Projeto de CompostagemAcelerada: transformação dos resíduos orgânicos em adubo por meio do processode compostagem acelerada. O equipamento processa cerca de 15 toneladas por mêsde resíduos orgânicos e gera 1,4 toneladas por mês de composto orgânico.
Passagem de fauna: permite o deslocamento deanimais que vivem em áreas florestais, remanescentes no sítio aeroportuário,evitando o atropelamento na rodovia LMG 800, principal ligação ao aeroporto. Emum ano de monitoramento, 12 espécies da fauna silvestres já foram identificadasutilizando a estrutura, entre eles mamíferos típicos da área de transição entremata atlântica e cerrado.
Manejo de fauna: o Centro de Manejo da Faunaabriga temporariamente animais capturados no sítio aeroportuário que,porventura, possam causar impactos à operação, como atrasos na autorização depousos e decolagens até colisões com aeronaves. Esse espaço possui estruturamoderna e totalmente adaptada para o acondicionamento e bem-estar dos animaiscapturados, até que possam ser soltos em área segura, afastada do aeroporto. Nolocal, há cinco recintos para fauna silvestre, três recintos para animais domésticos,um laboratório para atendimentos veterinários preliminares, além de uma salaadministrativa onde todos os dados e indicadores do manejo de fauna sãoelaborados e acompanhados.
A BH Airport deu início a outros projetos como o de instalação deequipamentos de 400 Hz. Acoplados nas pontes de embarque, essesequipamentos buscam substituir os atuais, que são alimentados porgeradores a diesel, por equipamentos que trabalham com energia elétrica, limpae renovável. A proposta é substituir a utilização de combustíveis fósseis pelacompanhia aérea durante operações em solo e diminuição de ruídos durante asoperações. O processo, em fase de validação e testes, mas a previsão é que em2022, já esteja completamente implementado, contribuindo com as práticas de ESGe com o meio ambiente.
Há ainda em estudo o projeto de instalação de uma fazenda solarpara abastecimento de energia solar do terminal; um outro, já em fase detestes, para instalação de pontos de abastecimento para carro elétrico noestacionamento e a ampliação da coleta seletiva em bordo das aeronaves. Esteúltimo, já implantado no aeroporto, em parceria com a companhia aérea Azul,através do projeto RECICLAZUL, onde os resíduos recicláveis segregados a bordodas aeronaves também são doados para o projeto social da Ascamare.
ColunaMinas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63 informações [email protected]
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