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Roupas das quadrilhas juninas de Palmas encantam pela explosão de cores e formas

Roupas das quadrilhas juninas de Palmas encantam pela explosão de cores e formas

10/06/2022 às 08h41 Atualizada em 10/06/2022 às 08h41
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Roupas das quadrilhas juninas de Palmas encantam pela explosão de cores e formas

Costureira Branca destaca a dificuldade de produziro figurino e reforça que adora ver os dançarinos se apresentando

Foto: Lia Mara

Ao som da máquinade costura, Maria da Conceição Farias de Almeida, conhecida como Branca, nosrecebeu para contar como é costurar as roupas de cinco quadrilhas juninas quevão se apresentar no 30º Arraiá da Capital. ‘Avechada’, Branca só concordou emreceber a equipe da Secretaria Municipal de Comunicação de Palmas (Secom) sepudesse continuar seu trabalho durante a reportagem.

No primeirocontato, ainda por telefone, Branca foi franca: “sem tempo, estou com muitaroupa para costurar”. Esse é o oitavo ano seguido que ela costura as roupasjuninas e diz que é uma loucura, dorme muito pouco e passa o dia trabalhando,entrando pela noite, parando apenas na madrugada e retornando logo que o solnasce.

“Sou costureira há20 anos e nunca tinha feito algo tão difícil quanto as roupas juninas. Em 2015,quando fui costurar as roupas pela primeira vez, eu chorei muito no pé damáquina, precisei desmanchar e refazer várias vezes, e no final deu certo”,conta Branca emocionada.

Ela detalha que asroupas são muito difíceis, porque é preciso pregar muitas fitas e ter umcaimento e fluidez para a dança. “É mais difícil do que fazer um vestido denoiva”. Para ajudá-la, Branca contratou duas pessoas, uma para pregar as fitase outra para cortar as roupas. 

Apesar de detalharo estresse que é costurar as roupas juninas, Branca ressalta que foi muito ruimos últimos dois anos, que em razão da pandemia do novo coronavírus, teve umArraiá da Capital com menos participantes, apenas apresentações de rainha ecasais. “Não apenas pelo dinheiro, porque fazer as roupas traz um dinheiroimportante para nós, e sim porque é muito lindo e emocionante ver os várioscasais vestidos, todos iguais, com as roupas que fizemos”.

Branca explica que,antes de começar a costurar para as quadrilhas, não comparecia ao Arraiá daCapital, mas desde 2015 tornou-se um fã e leva uma plateia com ela. “É muitobom ver os grupos juninos, maior felicidade vê-los entrando com as roupas tãolindas, fazer um último ajuste. Também fico zangada quando usam a roupa que fizde forma errada ou terminam de dançar e tiram a roupa de qualquer jeito”,brinca. 

Nesse 30º Arraiá daCapital, que começa no próximo dia 21, participarão 14 quadrilhas juninas, comuma média de 16 casais cada grupo. São cerca de 448 pessoas para vestir ecalçar, uma manifestação cultural e artística que movimenta a economia dePalmas, com a confecção de roupas e calçados, além dos bordados, chapéus eornamentos que compõem o grande espetáculo. São produtos adquiridos na Capitale serviços contratados, gerando emprego e distribuindo renda para muitasfamílias.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação dePalmas

 


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