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Mercado Central de Belo Horizonte completa 93 anos

Mercado Central de Belo Horizonte completa 93 anos

01/09/2022 às 11h43 Atualizada em 01/09/2022 às 11h43
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Mercado Central de Belo Horizonte completa 93 anos

Coluna Minas Turismo Gerais   Jornalista Sérgio Moreira


Considerado um dos três melhores mercadoscentrais do mundo, o melhor do Brasil, O Mercado Central de Belo Horizontecompleta dia 7 de setembro 93 anos de atividades. O “mercadão” é um dosprincipais pontos de atrações turísticas da capital mineira com sua diversidadede lojas, uma culinária deliciosa com aromas das comidas passando peloscorredores e variado cardápio das cachaças, cervejas licores e muitas supressaspara o público em geral que passa em média cerca de 40 mil pessoas. Com 400lojas bem administradas, é um marco da capital mineira.



Um pouco da gastronomia para opúblico

Temperos,aromas, sabores, crenças, cores: todas as características mais marcantes dacultura mineira dão charme e muita personalidade ao mercado mais querido deBelo Horizonte.  Há nove décadas, o Mercado Central é ponto turístico paraquem vem de fora e ponto de encontro para quem vive na cidade.

Nessetempo, deliciosos pratos da comida típica, diferentes formas de religiosidade,toda a criatividade e delicadeza do artesanato e muitos outros preciosos traçosda cultura popular mineira fazem do Mercado Central um espaço único, que unetradição e contemporaneidade e encanta por sua singularidade.


Centenas de cachaças mineiras naslojas

BeloHorizonte tinha apenas 31 anos quando um prefeito empreendedor resolveu reunir,em um só local, os produtos destinados ao abastecimento dos 47.000 habitantesda jovem cidade. Foi assim que o Mercado Central nasceu, no dia 7 de setembrode 1929: unindo as feiras da Praça da Estação e da praça da atual rodoviária.Em um terreno de 22 lotes, próximo à Praça Raul Soares, o prefeito CristianoMachado reuniu todos os feirantes, centralizando o abastecimento da população.Nos 14.000 m² do terreno descoberto, circundado pelas carroças quetransportavam os produtos, as barracas de madeira se enfileiravam para a vendade alimentos.

OMercado, então denominado Mercado Municipal, com sua atividade intensa emovimento alegre, funcionou até 1964, quando o prefeito da época,Jorge Carone, resolveu vender o terreno, alegando impossibilidade deadministrar a feira. Para impedir o fechamento do Mercado, os comerciantes seorganizaram, criaram uma cooperativa e compraram o imóvel da Prefeitura. Noentanto, teriam que construir um galpão coberto na área total do loteamento noprazo de cinco anos. Se não conseguissem, teriam que devolver a área àPrefeitura.

Diversosqueijos e doces mineiros nas lojas dão água na boca

A tarefa não foi fácil. A duas semanas do fimdo prazo dado pela prefeitura, ainda faltava o fechamento da área. Foi entãoque os irmãos Osvaldo, Vicente e Milton de Araújo decidiram acreditar noempreendimento e investiram no projeto. Foram contratadas quatro construtoras,ficando cada uma responsável por uma lateral, para que o galpão pudesse serfechado no prazo estabelecido. Ao fim do prazo, os 14.000 m² de terreno estavamtotalmente fechados. Os associados, com seu empreendedorismo e entusiasmo, viamseu esforço recompensado.

Assim, bem organizado e com participaçãoativa dos comerciantes, a cada dia ao longo dos anos o Mercado ampliava suasatividades, expandia seus negócios e se transformava em um núcleo não só deprodutos alimentícios, mas também de artesanato e de comidas típicas,tornando-se um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte e um doslocais mais queridos pelos mineiros.

Fígadocom jiló tradição nos botecos do mercado

Atualmente, com nove décadas de vida, omercado possui mais de 400 lojas, oferece serviço de informações bilíngue,atrai todos os dias milhares de visitantes de todos os lugares do Brasil e domundo e, em seus corredores, guarda grandes memórias e muitas histórias paracontar.

Pensando na função social de ter suas portasabertas para todo o público, incluindo os clientes que possuem algumadificuldade de mobilidade, o Mercado Central possui elevadores e rampas deacesso, disponibiliza cadeiras de rodas e mantém profissionais treinados paraatendimentos especializados.

Com o projeto Consumidor do Futuro, atendeescolas regulares e especiais, garantindo que crianças e jovens portadores denecessidades especiais também possam vir ao Mercado para descobrir as cores, oscheiros e os sabores diversificados.

Expectativapara novos tempos no turismo

A agitação do mercado turístico desde o finalde ano de 2021 gerou uma enorme expectativa para os novos rumos do turismo noBrasil e no mundo. Conforme o Anuário da Braztoa, divulgado em abril, apesquisa do Painel de Especialistas da Organização Mundial do Turismo (OMT) dejaneiro de 2022 indica que 61% dos profissionais de turismo esperam umdesempenho melhor em 2022 do que em 2021.


Públicodo Brasil exterior visitam estandes, fazem negócios para o desenvolvimento dotrade turístico

Para o agente de viagens Victor Almeida, daVictor Travel, de Porto Alegre, a recuperação do setor turístico já é umarealidade e considera este, um dos melhores momentos desde o início dapandemia. “Acredito que eu tenha feito o tema de casa no período em que nãohavia venda de viagens. Falei com meus clientes, me coloquei à disposição,ajustei demandas e, agora, vejo um ‘boom’ de procura por viagens, especialmenteinternacionais, que é nosso carro chefe”, destaca Victor que atua no turismo há18 anos, sendo uma agência especialista em América do Norte e referência emviagens para o Canadá e Estados Unidos.

A expectativa positiva da cadeia turísticafica mais evidente, segundo mostram os números do Cadastro de Prestadores deServiços Turísticos do Ministério do Turismo, o Cadastur. A plataforma atingiua marca de 140.973 estabelecimentos e guias de turismo registrados. De acordocom o site do Ministério do Turismo, apenas nos primeiros quatro meses desteano foram 4.419 novos cadastros.

Segundo relata Victor, há uma maiorvalorização do agente de viagens por parte dos clientes. “Percebo que ospassageiros estão com medo, não só pela questão financeira, mas pela segurançae saúde, reconhecendo o papel do agente que é fundamental para uma viagemtranquila”, analisa Almeida que também faz um alerta: “Cuidado, busque umagente de viagens comprometido”, finaliza.

Por dentro das necessidades do turismo e dotrade, e entendendo a força dessa retomada, o Festuris - Feira Internacional deTurismo, que ocorre de 3 a 6 de novembro, em Gramado, está com as inscriçõesabertas. Agentes de viagens e guias de turismo podem se credenciar de formagratuita no site www.festurisgramado.com.br.

O Festuris Gramado é uma das principaisfeiras de negócios turísticos da América Latina e uma das mais antigas ematividade no mercado, alcançando a sua 34ª edição ininterrupta. Além da feirageral, o Festuris trabalha com espaços segmentados: Luxury, Green Experience,Business & Innovation, LGBT+ e Wedding. O Sebrae é patrocinador e Laghettoé a rede hoteleira oficial. Mais informações sobre o evento em www.festurisgramado.com.

Coluna Minas Turismo Gerais   Jornalista Sérgio Moreira@sergiomoreira63  Informações para acoluna enviar para [email protected]




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