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Municípios tocantinenses celebram a Folia de Reis

Municípios tocantinenses celebram a Folia de Reis

07/01/2023 às 04h11 Atualizada em 07/01/2023 às 20h24
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Municípios tocantinenses celebram a Folia de Reis

Naina Peres e Kamila Gonçalves/Governo do Tocantins

Entre 24 de dezembro e 6 de janeiro, grupos organizados saem pelas ruas das cidades, visitando as casas e entoando cânticos bíblicos em homenagem aos reis magos.

Grupo de Foliões de Natividade realiza visitas às casas dos moradores - Créditos: Arquivo pessoal Patrício Borges 

As festas religiosas preservam tradições culturais seculares junto às comunidades do interior do Tocantins, congregando toda a comunidade e atraindo visitantes. Esses festejos, além dos rituais que os compõem, também reúnem comidas típicas que celebram a preservação desses momentos.

Os municípios de Natividade, Chapada de Natividade, Monte do Carmo, Fátima, Paraíso do Tocantins, Peixe, São Valério, Santa Rosa, Paranã, Almas, Conceição do Tocantins, São Salvador e Silvanópolis mantêm viva a tradição. Entre os dias 24 de dezembro, véspera de Natal, e 6 de janeiro ocorrem as Folias de Reis ou Reisado.

Na Folia de Reis, grupos organizados saem pelas ruas das cidades ou zonas rurais, para visitar famílias em suas residências, tocar músicas populares e entoar cânticos bíblicos em homenagem aos reis magos Belchior, Baltazar e Gaspar e ao nascimento de Jesus.

Segundo os costumes, quando os três reis magos viram a Estrela de Belém no céu foram ao encontro de Jesus, que havia acabado de nascer. Ofereceram ao Santo menino, como presente, ouro, incenso e mirra, que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade.

Na Folia, a Bandeira é o objeto ritual mais reverenciado. A crença em seus poderes protetores e curativos é afirmada pelos foliões e devotos que contam terem recebido diversas graças.

As comemorações das folias pelas comunidades tradicionais representam uma demonstração da religiosidade, uma tradição vinda de Portugal, mas que ganhou formato brasileiro e foi repassada por gerações.

Para o secretário de Cultura de Monte do Carmo, Amilton Rodrigues, é um momento de valorização e enriquecimento da cultura popular. “Em nossa cidade, a cultura das festas tradicionais é muito presente e vem para fortalecer as raízes e tradições de nossa população”, pontuou.

Adimilson Gomes é um dos organizadores da festa deste ano, e relata a gratidão por participar de um momento que envolve tanta fé e devoção. “A festa é uma coisa muito gratificante para a gente também, porque a gente tocou, e pra mim tocou no meu coração”, revela com simplicidade. “Já fui festeiro, meus filhos também, uma foi rainha, outro foi Capitão do Mastro, já fui Imperador do nosso rosário, então é muito bom, é muito gratificante. Participar dessas festanças sempre toca o meu coração e é importante manter essa tradição”, completa.

Em Natividade, o encontro das folias aconteceu nessa sexta-feira, 6. Patrício Borges foi um dos organizadores da festa, mas participa pela primeira vez como festeiro, apesar de ser devoto antigo. Neste ano, ele foi o Capitão do Mastro e afirma que é uma satisfação poder partilhar o momento. “É uma grande honra participar de um momento que representa tanto para a cultura popular de Natividade”.

Para o titular da Secretaria de Cultura e Turismo do Estado (Sectur), Hercy Filho, as festividades da Folia de Reis representam muito da cultura popular centenária na qual os tocantinenses estão inseridos. “No Tocantins, as Folias possibilitam o fortalecimento dos vínculos com a memória e a identidade do nosso povo e contribuem para o reconhecimento de nossas tradições populares”, finaliza.

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