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Inhotim: a arte com a natureza

Inhotim: a arte com a natureza

01/05/2023 às 09h10 Atualizada em 01/05/2023 às 09h10
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Inhotim: a arte com a natureza

ColunaMinas Turismo Gerais jornalista Sérgio Moreira

Localizadoa apenas 60 Km de Belo Horizonte, em Brumadinho, está o Instituto Inhotim, ummuseu de arte contemporânea e Jardim Botânico.


Idealizado desde a década de 1980 em solo ferroso de uma fazenda daregião nasceu, em 2006, um dos maiores museus a céu aberto do mundo.

Reconhecidocomo Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Governode Minas Gerais em 2008, o Inhotim é uma entidade privada, sem fins lucrativos,mantida com recursos de doações de pessoas físicas e jurídicas diretas ou pormeio das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura, pela bilheteria erealização de eventos.

Sua localização privilegiada entre os ricos biomas da Mata Atlântica edo Cerrado, e as paisagens exuberantes ao longo dos 140 hectares de visitaçãoproporcionam aos visitantes uma experiência única que mescla arte e natureza.Cerca de 700 obras de mais de 60 artistas, de quase 40 países, são exibidas aoar livre e em galerias em meio a um Jardim Botânico com mais de 4,3 milespécies botânicas raras, vindas de todos os continentes.



Com tanto espaço, arte e beleza, a equipe do Inhotim não deixou depensar na comodidade dos visitantes, que passam de um a dois dias explorando oparque. Existem três opções de restaurantes, onde você encontra desde um lanche rápido, um café ou pratos especiais.Aproveite o sabor das suas refeições no clima do Instituto – os restaurantessão cercados pela beleza natural dos jardins.

https://www.inhotim.org.br

Ocupaçãoartística indígena no Palácio da Liberdade



Iniciativa visa àsalvaguarda das culturas indígenas e apresenta exposições

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado deCultura e Turismo (Secult), abriu dia 29 de abril, a Ocupação Artística “AbrilIndígena - Demarcando Mentes e Pensamentos”, que tem por objetivo homenagear ascomunidades indígenas e iniciar um importante trabalho de preservação de suasculturas. 

O evento de abertura aconteceu no Palácio da Liberdade, equipamentoque integra o Circuito Liberdade. Horário de visitação: de 4ª a 6ª-feira,das 12h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 18h. Entrada gratuita.

A ocupação, que vai até 7 de maio, é realizada peloInstituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais(Iepha-MG) e pela Fundação Clóvis Salgado (FCS), em parceria com a APPA e commembros de entidades representativas das comunidades indígenas. 

A cerimônia de abertura foi marcada pela chegada de cercade 30 pessoas da aldeia indígena dos Xucuru de Brumadinho. Crianças e adultos,mulheres e homens, realizaram uma performance ritualística envolvendo canto edança. 

A secretária-adjunta de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais,Milena Pedrosa, destacou a importância desse encontro. “Hoje é o início demuito trabalho coletivo. Estou muito feliz de estar aqui com vocês, saudar essesagrado, e podermos juntos construir uma política pública consistente parapreservar a cultura indígena. Sou uma servidora pública e estou aqui paraservir a vocês, indígenas”, reforçou Milena Pedrosa.

Maria Flor Guerreira, indígena Pataxó, ressaltou aimportância de o espaço abrir as portas para os povos originários. “Hoje,estamos aqui com a Secretaria de Cultura e Turismo, com o Iepha, montando umgrupo de que consiga manter, preservar, fortalecer e fazer o letramento socialcom a nossa ancestralidade, com nossas tradições. Esse é um momento ímpar nahistória de Minas Gerais, de um lugar que antes era só para autoridades hojeser ocupado por nós, povos indígenas”. 

Programa de Salvaguarda das CulturasIndígenas de Minas

Um dos destaques do evento foi a assinatura da portariaque formaliza a criação do Grupo de Trabalho para implementação do Programa deSalvaguarda das Culturas Indígenas em Minas Gerais. 

O documento foi assinado pela presidente do Iepha,Marília Palhares Machado, que sublinhou o respeito da instituição pelahistória, cultura e conhecimento dos povos originários. “O termo ‘indígena’significa ‘originário’, aquele que está ali antes de outros. Esses povoscontribuíram e continuam contribuindo muito para formação de nossa identidade,de nossa língua, nossa alimentação, entre diversos outros hábitos do nossocotidiano. Para tratar os povos indígenas na perspectiva do patrimôniocultural, é preciso retomar essa cultura de forma correta: na perspectivadaqueles que detém o conhecimento e vivenciam essa cultura”, declarou MaríliaPalhares Machado. 

Além do Iepha, o Grupo de Trabalho será formado peloComitê Mineiro Indígena; Conselho dos Povos Indígenas de Minas Gerais (Copimg);Articulação dos Povos Indígenas (Apib); Articulação dos Povos Indígenas doNordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME); Articulação Nacional deMulheres Indígenas (Anmiga); Comissão Estadual de Povos e ComunidadesTradicionais (CEPCT); Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial; Formação Intercultural de Educadores Indígenas da Faculdade de Educação daUFMG; Indígenas do Colegiado das Atas Suplementares da UFMG; Centro deDocumentação Eloy Ferreira da Silva; Conselho Indigenista Missionário de MinasGerais; Representantes das Culturas Indígenas do Conselho Estadual de PolíticaCultural (Consec-MG); Secult; Sedese; Coordenação Regional da Fundação Nacionaldos Povos Indígenas (Funai) de Minas Gerais.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de MinasGerais, Leônidas Oliveira, ressalta o significado dessa ação para os povosindígenas e para a cultura do Estado. “A criação desse Grupo de Trabalhomarca um momento de grande relevância para Minas Gerais. Estamos iniciando asetapas de elaboração de um novo programa que visa à proteção e salvaguarda dasculturas indígenas a partir de um gesto de respeito, dignidade e justiça pela históriados povos originários”, pontuou o secretário Leônidas Oliveira.

A Secult, por meio do Iepha, tem como experiênciabem-sucedida dessa metodologia participativa a criação do Afromineiridades –Programa de Proteção da Cultura Afro em Minas Gerais no qual o Grupo deTrabalho conta com lideranças negras, quilombolas, povos de terreiros econgadas de Minas Gerais, assegurando a participação de comunidadestradicionais no planejamento e execução de políticas públicas de cultura,turismo e patrimônio cultural. 

Exposições

Durante oito dias, visitantes do Palácio da Liberdadepoderão entrar em contato com obras do acervo museológico da Superintendênciade Bibliotecas, Museus, Arquivo Público e Equipamentos Culturais (SBMAE) quemostram um pouco da diversidade das histórias e das culturas dos povosindígenas de Minas Gerais.

A ocupação “Abril Indígena - Demarcando Mentes ePensamentos” tem curadoria da assessoria da deputada federal Célia Xakriabá,primeira indígena eleita pelo Estado. 

A deputada, Daru Tikuna, que também é artista e titularda Cadeira de Culturas Indígenas do Conselho Estadual de Política Cultural,falou da importância da cultura indígena para repensar as formas de habitarmosa Terra. “A variedade e riqueza da cultura indígena, etnicamente, expressa aelevada capacidade de resistência e afirmação da nossa identidade. Estamos aquihoje em uma perspectiva de planejar, de organizar, de crescermos juntos, derepensar um novo país, um novo mundo”, declarou Daru Tikuna. 

Além de expor as obras do acervo da SBMAE, a ocupaçãopropõe uma série de atividades que celebram as histórias e a produção culturale artística de matriz indígena em Minas Gerais. No Palácio da Liberdade, sãoapresentadas as fotografias “Gavião Bateu Asa e Rodopiou a Onça Pintada Cantoue Dançou”, “Canto e Dança do Pajé” e “Mulheres Indígenas Reflorestando Mentespara a Cura da Terra”, de Edgar Kanaykõ, o cinema de Sueli Maxakali, e pinturasde artistas indígenas de diversas etnias do estado. 

Simultaneamente, nos jardins do Palácio, acontece aexposição “Abya Yala”, com 15 estandes para venda de arte indígena, comobonecas, crochês, cestarias, peças em madeira, tecidos e vestimentas,biocolares e acessórios. Artigos dos povos Kambiwá, Pataxó e de povosoriginários da Bolívia e do Peru também estão contemplados. 

Além de ser um espaço coletivo para apresentação dostrabalhos e de geração de renda para as famílias, a “Abya Yala” serve paraintegrar diferentes culturas. Essa mostra acontece até o dia 6 de maio. 

Litoral Norte de São Paulo

O Litoral Norte de São Paulo é um destino que reúnenão só belezas naturais exuberantes, como também muita história e cultura deseus povos tradicionais caiçaras, quilombolas e indígenas.

Ali, entre a Mata Atlântica e o mar, essascomunidades, muitas vezes centenárias, tem uma história rica e peculiar, comtradições e costumes que foram passados de geração em geração. Eles vivem dapesca artesanal, da agricultura de subsistência e do turismo.

E, nesse sentido, o Circuito Litoral Norte de São Paulo,formado pelos municípios de Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião eUbatuba, vem, cada vez mais, concentrando esforços para desenvolver atividadesturísticas sustentáveis, como o Turismo de Base Comunitária (TBC).

“O Turismo de Base Comunitária, além deproporcionar uma experiência singular para o turista que deseja vivenciar afundo a cultura do destino que ele está visitando, contribui para a preservaçãodo patrimônio cultural, geração de renda e desenvolvimento sustentável para ascomunidades locais”, afirma o presidente do Circuito Litoral Norte de SãoPaulo, Caio Matheus.

Na região, esses roteiros visam, não só preservar arica biodiversidade regional, como também valorizar a cultura caiçara,indígena e quilombola que formam a população local.

Em Bertioga, por exemplo, é possívelvisitar as Terras Indígenas Ribeirão Silveiras. A comunidade tem trilhas,riachos e área de camping, com opção de alimentação tradicional indígena. Nacidade, há também as bases comunitárias Vila da Mata e Sítio São João, queoferecem vivências com a comunidade nas hortas comunitárias e centro devivências, além de observação de aves e trilhas ecológicas, entre outros.

Já em Caraguatatuba, os visitantes quedesejam se integrar à comunidade local podem fazer um passeio na Fazenda deMexilhão da Cocanha. O tour é realizado pela Associação de Pescadores eMaricultores da Praia da Cocanha (AMAPEC) e busca garantir a preservaçãoambiental e cultural dessa prática no local, que é considerada a maior fazendade mariscos do estado, com 36 mil metros quadrados e produção de até 160toneladas ao ano.


O roteiro de visitação inclui: apresentação dofuncionamento da fazenda, processo de reprodução do mexilhão, práticas decultivo e técnicas de preparação para a venda do produto. Na ilha, a apenas 500metros da praia no continente, é possível ainda provar a iguaria em pratostípicos locais.

Conduzido pela própria comunidade, em Ilhabela,o projeto Turismo de Base Comunitária na Baía dos Castelhanos recebe osvisitantes apresentando o lado oceânico da ilha.


Nesse projeto, são protagonistas da visitação asseis comunidades tradicionais caiçaras que se baseiam principalmente na pesca,artesanato e gastronomia. O roteiro inclui as trilhas da Queda, da Figueira,Mansa e Vermelha, além de passeio de barco comandado pelos próprios nativos eoficinas de cestarias. Os visitantes podem ainda experimentar pratos feitos comfrutos do mar e produtos locais, como Azul Marinho, Caldeirada, Lambe-Lambe eLula com Taioba.

Em São Sebastião, a Rota Caiçara é umimportante exemplo de Turismo de Base Comunitária que preserva a cultura dopovo tradicional do litoral. O passeio é um projeto desenvolvido pelaAssociação de Pescadores de Boiçucanga e sai da praia de Boiçucanga, oferecendouma imersão na cultura caiçara em um percurso de três horas.


No roteiro, além de conversar com moradoresantigos, que contam sobre a história do povo (como viviam, costumes, divisão detarefas, aspectos da religião e o que aconteceu com o povo caiçara com o passardos anos), há degustação de café da manhã típico com café coado na garapa ebolinho de taioba e passeio de barco guiado pelos pescadores locais percorrendopontos como o cerco flutuante - onde é explicada a arte da pesca - e a Ilha dosGatos.

Ubatuba tambémtem focado bastante na questão do Turismo de Base Comunitária, considerandoeste como um dos maiores diferenciais e atrativos, principalmente para a baixatemporada.

No lado sul da cidade, há a Aldeia Renascer YwytyGuaçu, que abriga famílias indígenas tupi guarani e guarani, e está aberta àvisitação mediante agendamento prévio. Assim como o Quilombo da Caçandoca, quetem trabalhado com a questão do TBC nas praias de Caçandoca e Caçandoquinha,entre a Trilha do Saco das Bananas. E o Quilombo da Fazenda, um dos maisdesenvolvidos para o recebimento de turistas, trabalhando a gastronomia típicana Praia da Fazenda e a Casa da Farinha, com trilhas, atividades de ecoturismoe cultura quilombola.

Sobre o Circuito LitoralNorte-O Consórcio Intermunicipal Turístico Circuito Litoral Norte de São Paulovem se consolidando como referência neste segmento para o Estado, apresentandouma gestão integrada e focada no desenvolvimento conjunto das cidadesparticipantes (Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba).

O Circuito soma atrativos, equipamentos e serviçosturísticos das cinco cidades integrantes, com o objetivo de enriquecer a ofertaturística, ampliar as opções de visita e a satisfação do turista, comconsequente aumento do fluxo e da permanência dos visitantes na região doLitoral Norte paulista, assim como a geração de trabalho, renda e qualidade devida. Conheça mais: www.circuitolitoralnorte.tur.br

Benchmarking do Connection


Olivas está no roteiro de Gramado  

Além do eixo temático que provoca conexões com assuntos semelhantes pormeio de painelistas nacionais e internacionais, a 6ª edição do Connection, como tema Terroirs do Brasil, oferecerá experiência técnica em cases como Cambarádo Sul, Bento Gonçalves e Gramado. Entre os dias 19 e 21 de maio, oparticipante que se interessar em conhecer e aprender um pouco mais sobre osprodutos de origem e empreendimentos dos destinos, terá essa grandeoportunidade.

Os roteiros são voltados a gestores públicos e a pequenos produtoresrurais e estão focados nos pilares do Connection Terroirs do Brasil. Obenchmarking de Cambará do Sul será no eixo da sustentabilidade, biodiversidadee turismo; já Gramado terá como foco mercado, eventos e turismo; e BentoGonçalves abordará cases de governança, identidade territorial, cultura dacooperação e turismo.

De acordo com a organização, o participante vai conhecer os segredos portrás dos eventos, das marcas, produtos e negócios de sucesso com acessoexclusivo aos empreendedores e líderes que fazem parte da trajetória de cadadestino. “Nosso intuito é proporcionar aos participantes uma imersão deaprendizado sobre as melhores práticas no desenvolvimento, gestão e promoçãodos produtos da Serra Gaúcha e a integração com as cadeias de valor dagastronomia, do comércio e do turismo", enfatiza a CEO do Connection,Marta Rossi.

Roteiros completos- 

Cada pacote inclui hospedagem no período de 19 a 21 maio com café damanhã; refeições, ingressos para as visitas e experiências, guiamentoespecializado, transporte, caderno de benchmarking e certificado departicipação.

A descrição completa dos pacotes e do evento estão disponíveis no site:connectionexperience.com.br e nas redes sociais @connection_experience.

Os valores para cada benchmarking (com vagas limitadas) podem serconsultados através do e-mail [email protected], maisinformações também pelo número (54) 99672-9223.

Quem for participar da área de conteúdo, que acontece no Palácio dosFestivais e das experiências na Alameda Terroir (Rua Coberta), deve adquirir oingresso no site, pelo valor de R$599.

A criação e realização do evento é da Rossi & Zorzanello que contacom Sebrae Rio Grande do Sul como correalizador.  

ColunaMinas Turismo Gerais   Jornalista SérgioMoreira @sergiomoreira63 informações para a coluna envie [email protected]




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