

Fundadorada Academia Tocantinense de Letras (ATL), Ana Pereira Braga era jurista, política, historiadora,oradora e educadora. Faleceu em Goiânia nessa terça-feira, 20, de causasnaturais, às vésperas de completar um século de vida.
Ana Braga, uma das fundadoras da Academia Tocantinense de Letras (ATL)
Iniciousua carreira política como vereadora em Goiânia, eleita na primeira legislaturada capital goiana em 1946. Ocupante de uma das 41 cadeiras do Legislativo goianoentre 1959 e 1963, Braga nasceu em Peixe, à época no interior goiano, hoje, noestado do Tocantins. Seus pais eram Edetina Nunes e Anísio Pereira Braga.
AnaBraga, até então, era a mais antiga ex-deputada viva em Goiás. O presidente daAssembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, decretou luto oficial por três dias.
“Ganheifama política porque, quando veio a Revolução de 1945 (fim do Estado Novo, deGetúlio Vargas), e o Brasil se redemocratizou, não havia mulheres que quisessemir para a tribuna. A democracia estava gritando, pelejando, sabe? Mas, quemulher queria subir no palanque, naquele tempo, me diz? Aí sobrou para mim”,relatou, aos risos, em uma de suas últimas entrevistas.
“Nossaeterna gratidão à Dra. Ana Braga idealizadora da ATL. Foi uma intelectual dedestaque, uma pensadora que conseguia sempre opinar com destaque em todos osdebates culturais. Por um tempo iluminou com sua inteligência privilegiada osgrandes debates e ações políticas tanto no nosso amado estado do Tocantins comoem Goiás. Suas lições de como vencer os desafios. Jamais esqueceremos querida eamada Dra.Ana Braga. Que Deus a receba no seu reino de amor e paz. Sentiremossaudades e sua falta mas as lições de coragem e esperança que nos ensinoucarregaremos para sempre no nossa coração. Obrigada Dra. Ana. Jamais aesqueceremos”, declarou a presidente da Academia Tocantinense de Letras (ATL),Mary Sônia Valadares.
Mín. 24° Máx. 35°





