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Vila Galé abre processo seletivo para contratar 120 colaboradores para hotel de Ouro Preto

Vila Galé abre processo seletivo para contratar 120 colaboradores para hotel de Ouro Preto

30/11/2023 às 14h10 Atualizada em 30/11/2023 às 14h10
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Vila Galé abre processo seletivo para contratar 120 colaboradores para hotel de Ouro Preto

Oinvestimento para o Vila Galé Collection Ouro Preto dobrou de R$ 60 milhõespara R$ 120 milhões. Anúncio foi realizado nessa terça-feira (28) durante umacoletiva de imprensa.


 Quarto-modelofoi apresentado em Coletiva de Imprensa

A Vila Galéanunciou nesta terça-feira (28) a abertura do processo seletivo de 120 vagaspara o novo hotel de Ouro Preto, em Minas Gerais. O anúncio foi feito pelofundador e presidente da rede, Jorge Rebelo de Almeida, durante uma coletiva deimprensa realizada para informar o início das obras de restauração do prédiohistórico Dom Bosco.

No evento, opresidente falou ainda sobre o impacto na economia do Estado, já que oinvestimento dobrou, passando dos R$ 60 milhões previstos inicialmente para R$120 milhões.  Agora, o empreendimento contará com 298 quartos.

Nestaprimeira fase, 300 candidatos selecionados serão capacitados em cursos na áreade turismo e hotelaria em parceria com a Secretária de DesenvolvimentoEconômico de Ouro Preto e da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Desses,120 serão contratados e irão fazer parte do quadro de funcionários do Vila GaléCollection Ouro Preto - Historic, Family Resort Hotel, Conference & SPA.

“Sempreque abrimos um hotel em uma nova cidade, gostamos de incentivar a capacitaçãoprofissional. Mesmo que nem todos os participantes atuem neste primeiro momentoconosco, eles estarão preparados para outras vagas na cidade e na região,proporcionando aos turistas e clientes uma ótima experiência”, explicou JorgeRebelo de Almeida.

Oscurrículos podem ser enviados por meio do e-mail [email protected],com a descrição no assunto: “Vaga em Ouro Preto”.

Acoletiva de imprensa, além de reunir importantes jornalistas da cidadehistórica e de Belo Horizonte, contou com a presença do prefeito ÂngeloOswaldo, do Secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais, LeônidasOliveira, de representantes da Agência de Promoção de Investimento e ComércioExterior de Minas Gerais (Invest Minas) e do Instituto Estadual do PatrimônioHistórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).

Duranteo evento, Jorge Rebelo de Almeida anunciou ainda que as obras iniciaram eapresentou o projeto do novo hotel. Os convidados puderam conferir em primeiramão dois quartos decorados: um em homenagem ao Museu da Inconfidência, dedicadoà preservação da memória da Inconfidência Mineira, e outro em homenagem aIgreja de São Francisco de Assis, que é uma celebração às criações do mestreAleijadinho, responsável pelo projeto da fachada e da decoração em relevos etalha dourada.  

Oempreendimento, que receberá um investimento maior do que o previstoinicialmente, passa a contar com 297 quartos, doisrestaurantes, dois bares, sete salas de convenções, um auditório, uma capela,biblioteca, sala de jogos, Spa Satsanga com piscina interior aquecida e sauna,Clube Infantil NEP com parque aquático, lago, ecoturismo, tirolesa, biblioteca,plantio de azeitonas e uvas, entre outros atrativos.

“Enquantofazíamos o projeto, vimos que poderíamos aproveitar ainda mais o terreno eincluímos novas atrações. O investimento aumentou em R$ 60 milhões, impactandonão só a economia de Ouro Preto, como a do Estado. Nós acreditamos muito nopotencial de Minas Gerais”, concluiu o presidente da Vila Galé.

Preservação de Patrimônio

Dos42 hotéis da rede, nove estão em prédios históricos que foram recuperados: VilaGalé Collection Braga, Vila Galé Collection Palácio dos Arcos, Vila GaléCollection Elvas, Vila Galé Collection Alter Real, Vila Galé Albacora, VilaGalé Collection Tomar, Vila Galé Collection São Miguel e Vila Galé Rio deJaneiro.

Essenúmero chegará a 11 hotéis com o Vila Galé Collection Sunset Cumbuco, quepossui previsão de inauguração em 2024, e o Vila Galé Collection Ouro Preto -Historic, Family Resort Hotel, Conference & SPA, com previsão deinauguração da primeira fase deste hotel em dezembro de 2024.


O QuartelColégio Hotel de Cachoeira do Campo

NoBrasil, já desde 1643 que as terras altas, na abertura do Rio Doce, eram alvodos interesses da colônia americana de Portugal. A sonhada descoberta do ourovai realizar-se no meado da década de 1670 pelo adentramento das expediçõespaulistas. Para além da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, o eldoradobrasileiro aguardava a chegada das legiões humanas que logo o povoaram.

Afundação da povoação de Cachoeira do Campo deu-se em 1705. A primeiraconstrução importante de cunho civil e público foi um quartel, num pontoestratégico que Dom Pedro de Almeida, Conde de Assumar e futuro Marquês deAlorna, quis aproveitar e reforçar enquanto local de defesa.

Eclodia,entretanto, a sedição de Vila Rica (atual Ouro Preto), a 28 de junho de 1720,que terminou com a prisão, em Cachoeira do Campo, do tribuno popular Felipe dosSantos Freire.

Após esteacontecimento, Dom Pedro de Almeida pretendeu mudar a capital da província deMariana para Cachoeira do Campo, onde os governadores-capitães-generaispassariam a residir e onde se instalaria uma casa de fundição. Aí, Dom Pedro deAlmeida mandou levantar um quartel e, em 1735, as terras de Cachoeiratornaram-se sede unida do governo civil e militar de Vila Rica (hoje OuroPreto). É aqui que fica então alojado o esquadrão de cavalaria que estavaantigamente na Vila do Carmo, em Mariana.

Nestecontexto de reorganização das forças militares portuguesas, entra emfuncionamento em 1779 o novo Quartel do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais,embora sua história remonte, pois, às primeiras décadas do século XVIII e aepisódios marcantes da história mineira, como a Guerra dos Emboabas (1709), aRevolta de Felipe dos Santos (1720), a Inconfidência Mineira (1789) e, maistarde, a Sedição Militar ou Revolta do Ano da Fumaça, em 1833, período em queserviu para fins militares pela última vez.

Efetivamente,ao longo dos tempos sucederam-se ampliações destas instalações, com mais espaçopara albergar militares e os seus cavalos, tendo sempre as forças em prontidão.

Nasproximidades do Quartel, ergueu-se o Palácio dos Governadores, no qual elesveraneavam, deixando Vila Rica (Ouro Preto) em razão do excelente clima deCachoeira do Campo. Durante o Palácio, hoje desaparecido, foi o sítio derecreio, repouso e residência de férias da corte das Minas.

Em1816, nas terras do núcleo colonial e nalguns edifícios, fizeram-se adaptaçõespara acolher a Coudelaria Real de Cachoeira do Campo, que viria a ficar prontaem julho de 1819. Dom João VI destinou a essa Coudelaria parte dos cavalos quemandou trazer de Alter do Chão. Funcionava como um centro de criação eaprimoramento de cavalos de raça e era aqui que se criavam os cavalos para atropa e os carros reais utilizados até na corte do Rio de Janeiro.

Maistarde, já com Dom Pedro II, a população de Cachoeira do Campo pede que apropriedade tenha uma finalidade social mais relevante, pelo que o monarcaacaba por desistir da coudelaria.

Optando-sepela distribuição de terras a colonos, em 1889 é inaugurada a colónia agrícolaD. Pedro II que, com o advento da República, recebeu o novo nome de CesárioAlvim, primeiro governador republicano de Minas Gerais. Contudo, o governomandou suspender o processo e a propriedade ficou sem utilização.

Surgea ideia de convidar os salesianos para fundarem um estabelecimento agrícola, àsemelhança dos que já tinham noutras regiões. Em 1893, as terras são-lhesoficialmente cedidas, com a contrapartida de recuperarem os edifícios, bastantedegradados e invadidos pelo mato, e de ali instalarem uma escola agrícola.

O padresalesiano Agostinho Crucifico Zanella foi o encarregado da reconstrução e a 24de maio de 1896 era inaugurado o Colégio Dom Bosco. Destinada, inicialmente, aformar engenheiros agrícolas, foi a primeira casa salesiana de Minas.

E aquiencontram-se relíquias como a primeira imagem de N. Sra. Auxiliadora a entrarem terra mineira, um grande relógio de sol situado no pátio interno, e aprimeira serralharia hidráulica do Brasil, construída no início do século XX.

Apartir de Cachoeira do Campo, os salesianos foram pioneiros da agriculturamecanizada em Minas, incentivando as autoridades locais a modernizarem os seusprocessos agrícolas. Nas décadas que se seguiram, a atividade educativaprosseguiu, cruzando-se depois com utilização religiosa do espaço por parte dacomunidade salesiana. Já nos últimos tempos de ocupação, chegou também aalbergar trabalhadores de empresas das redondezas.

Emmaio de 2023, o grupo hoteleiro Vila Galé e o Governo de Minas Geraisoficializaram a concessão do espaço para abertura de um hotel em Ouro Preto,num investimento de R$ 120 milhões, que vai gerar 120 empregos permanentesdiretos e 600 postos de trabalho indiretos.


O Colégio DomBosco é um prédio histórico classificado pelo Instituto Estadual do PatrimônioHistórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O Colégio Dom Bosco éconsiderado um dos berços da liberdade no Brasil.

Construídopelo governador Dom Antônio de Noronha, entre 1775 e 1779 para albergar arecém-formada Cavalaria do Regimento das Minas, conforme escrito na tarja dasua porta externa, que, segundo os historiadores, é atribuída à talha doAleijadinho (arquiteto e escultor António Francisco Lisboa).

Oquartel, como era chamado na altura, foi uma das sedes do movimento daInconfidência, onde trabalhava e se tornou alferes o Tiradentes (alferesJoaquim José da Silva Xavier). Ali reuniu-se uma tropa de três mil homens, em1775, para descer ao Rio de Janeiro e embarcar com destino a Santa Catarina, afim de enfrentar uma possível invasão espanhola. O Tratado de Santo Idelfonso,em 1777, pôs fim ao conflito e a tropa retornou. O Aleijadinho integrou essalegião, como arquiteto, pois devia projetar quarteis portugueses em SantaCatarina.

Ovalor patrimonial deste conjunto arquitetônico, paisagístico e arqueológicoestá nas suas edificações sede e adjacentes, alteradas ao longo do tempo, massobretudo no significado que as instituições ali instaladas, uma após a outra,tiveram para a memória local, estadual e nacional.

Sobre o Grupo Vila Galé

A Vila Galé éa maior rede de Resorts do Brasil e o segundo maior grupo hoteleiro emPortugal. O grupo é composto por diversas sociedades, das quais se destaca,pela sua dimensão e importância, a Vila Galé – Sociedade de EmpreendimentosTurísticos, S.A.

Arede de hotéis Vila Galé conta atualmente com 42 unidades hoteleiras: 31 emPortugal (Algarve, Beja, Évora, Elvas, Alter do Chão, Oeiras, Cascais, Sintra,Ericeira, Estoril, Lisboa, Coimbra, Serra da Estrela, Porto, Braga, Douro,Açores e Madeira), 10 no Brasil (Rio de Janeiro, Fortaleza, Cumbuco, Salvador,Guarajuba, Pernambuco, Touros, Angra dos Reis, São Paulo e Alagoas) e um emCuba (Cayo Paredón Grande).

Em2024, o grupo irá inaugurar o primeiro empreendimento na Espanha, o Vila GaléIsla Canela, e o Vila Galé Figueira da Foz.

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