

A Vila Galé anunciou dia 28 de novembro a abertura do processo seletivode 120 vagas para o novo hotel de Ouro Preto, em Minas Gerais. No evento, opresidente do grupo falou ainda sobre o impacto na economia do Estado, já que oinvestimento dobrou, passando dos R$ 60 milhões previstos inicialmente para R$120 milhões. Agora, o empreendimento contará com 298 quartos.
Do QuartelColégio Hotel de Cachoeira do Campo, em breve Vila Galé
O anúncio foi feito pelo fundador e presidente da rede, Jorge Rebelo deAlmeida, durante uma coletiva de imprensa realizada para informar o início dasobras de restauração do prédio histórico Dom Bosco.
Nesta primeira fase, 300 candidatos selecionados serão capacitados emcursos na área de turismo e hotelaria em parceria com a Secretária deDesenvolvimento Econômico de Ouro Preto e da Universidade Federal de Ouro Preto(UFOP). Desses, 120 serão contratados e irão fazer parte do quadro defuncionários do Vila Galé Collection Ouro Preto - Historic, Family ResortHotel, Conference & SPA.
“Sempre que abrimos um hotel em uma nova cidade, gostamos de incentivara capacitação profissional. Mesmo que nem todos os participantes atuem nesteprimeiro momento conosco, eles estarão preparados para outras vagas na cidade ena região, proporcionando aos turistas e clientes uma ótima experiência”,explicou Jorge Rebelo de Almeida.
Os currículos podem ser enviados por meio do e-mail [email protected],com a descrição no assunto: “Vaga em Ouro Preto”.
A coletiva de imprensa, além de reunir importantes jornalistas da cidadehistórica e de Belo Horizonte, contou com a presença do prefeito ÂngeloOswaldo, do Secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais, LeônidasOliveira, de representantes da Agência de Promoção de Investimento e ComércioExterior de Minas Gerais (Invest Minas) e do Instituto Estadual do PatrimônioHistórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).
Durante o evento, Jorge Rebelo de Almeida anunciou ainda que as obrasiniciaram e apresentou o projeto do novo hotel. Os convidados puderam conferirem primeira mão dois quartos decorados: um em homenagem ao Museu daInconfidência, dedicado à preservação da memória da Inconfidência Mineira, eoutro em homenagem a Igreja de São Francisco de Assis, que é uma celebração àscriações do mestre Aleijadinho, responsável pelo projeto da fachada e dadecoração em relevos e talha dourada.
Oempreendimento, que receberá um investimento maior do que o previstoinicialmente, passa a contar com 297 quartos, dois restaurantes,dois bares, sete salas de convenções, um auditório, uma capela, biblioteca,sala de jogos, Spa Satsanga com piscina interior aquecida e sauna, ClubeInfantil NEP com parque aquático, lago, ecoturismo, tirolesa, biblioteca,plantio de azeitonas e uvas, entre outros atrativos.
“Enquanto fazíamos o projeto, vimos que poderíamos aproveitar ainda maiso terreno e incluímos novas atrações. O investimento aumentou em R$ 60 milhões,impactando não só a economia de Ouro Preto, como a do Estado. Nós acreditamosmuito no potencial de Minas Gerais”, concluiu o presidente da Vila Galé.
Quarto-modelofoi apresentado a imprensa
Preservação de Patrimônio- Dos 42 hotéis da rede, nove estão em prédios históricos que foramrecuperados: Vila Galé Collection Braga, Vila Galé Collection Palácio dosArcos, Vila Galé Collection Elvas, Vila Galé Collection Alter Real, Vila GaléAlbacora, Vila Galé Collection Tomar, Vila Galé Collection São Miguel e VilaGalé Rio de Janeiro.
Esse número chegará a 11 hotéis com o Vila Galé Collection SunsetCumbuco, que possui previsão de inauguração em 2024, e o Vila Galé CollectionOuro Preto - Historic, Family Resort Hotel, Conference & SPA, com previsãode inauguração da primeira fase deste hotel em dezembro de 2024.
O Quartel Colégio Hotel de Cachoeira do Campo
No Brasil, já desde 1643 que as terras altas, na abertura do Rio Doce,eram alvo dos interesses da colônia americana de Portugal. A sonhada descobertado ouro vai realizar-se no meado da década de 1670 pelo adentramento dasexpedições paulistas. Para além da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, oeldorado brasileiro aguardava a chegada das legiões humanas que logo opovoaram.
A fundação da povoação de Cachoeira do Campo deu-se em 1705. A primeiraconstrução importante de cunho civil e público foi um quartel, num pontoestratégico que Dom Pedro de Almeida, Conde de Assumar e futuro Marquês deAlorna, quis aproveitar e reforçar enquanto local de defesa. Eclodia,entretanto, a sedição de Vila Rica (atual Ouro Preto), a 28 de junho de 1720,que terminou com a prisão, em Cachoeira do Campo, do tribuno popular Felipe dosSantos Freire. Após este acontecimento, Dom Pedro de Almeida pretendeu mudar acapital da província de Mariana para Cachoeira do Campo, onde osgovernadores-capitães-generais passariam a residir e onde se instalaria umacasa de fundição. Aí, Dom Pedro de Almeida mandou levantar um quartel e, em1735, as terras de Cachoeira tornaram-se sede unida do governo civil e militarde Vila Rica (hoje Ouro Preto). É aqui que fica então alojado o esquadrão decavalaria que estava antigamente na Vila do Carmo, em Mariana.
Neste contexto de reorganização das forças militares portuguesas, entraem funcionamento em 1779 o novo Quartel do Regimento de Cavalaria de MinasGerais, embora sua história remonte, pois, às primeiras décadas do século XVIIIe a episódios marcantes da história mineira, como a Guerra dos Emboabas (1709),a Revolta de Felipe dos Santos (1720), a Inconfidência Mineira (1789) e, maistarde, a Sedição Militar ou Revolta do Ano da Fumaça, em 1833, período em queserviu para fins militares pela última vez.
Efetivamente, ao longo dos tempos sucederam-se ampliações destasinstalações, com mais espaço para albergar militares e os seus cavalos, tendosempre as forças em prontidão. Nas proximidades do Quartel, ergueu-se o Paláciodos Governadores, no qual eles veraneavam, deixando Vila Rica (Ouro Preto) emrazão do excelente clima de Cachoeira do Campo. Durante o Palácio, hohedesaparecido, foi o sítio de recreio, repouso e residência de férias da cortedas Minas.
Em 1816, nas terras do núcleo colonial e nalguns edifícios, fizeram-seadaptações para acolher a Coudelaria Real de Cachoeira do Campo, que viria aficar pronta em julho de 1819. Dom João VI destinou a essa Coudelaria parte doscavalos que mandou trazer de Alter do Chão. Funcionava como um centro decriação e aprimoramento de cavalos de raça e era aqui que se criavam os cavalospara a tropa e os carros reais utilizados até na corte do Rio de Janeiro.
Mais tarde, já com Dom Pedro II, a população de Cachoeira do Campo pedeque a propriedade tenha uma finalidade social mais relevante, pelo que omonarca acaba por desistir da coudelaria. Optando-se pela distribuição deterras a colonos, em 1889 é inaugurada a colónia agrícola D. Pedro II que, como advento da República, recebeu o novo nome de Cesário Alvim, primeirogovernador republicano de Minas Gerais. Contudo, o governo mandou suspender oprocesso e a propriedade ficou sem utilização.
Surge a ideia de convidar os salesianos para fundarem um estabelecimentoagrícola, à semelhança dos que já tinham noutras regiões. Em 1893, as terrassão-lhes oficialmente cedidas, com a contrapartida de recuperarem os edifícios,bastante degradados e invadidos pelo mato, e de ali instalarem uma escolaagrícola. O padre salesiano Agostinho Crucifico Zanella foi o encarregado dareconstrução e a 24 de maio de 1896 era inaugurado o Colégio Dom Bosco.Destinada, inicialmente, a formar engenheiros agrícolas, foi a primeira casasalesiana de Minas. E aqui encontram-se relíquias como a primeira imagem de N.Sra. Auxiliadora a entrar em terra mineira, um grande relógio de sol situado nopátio interno, e a primeira serralharia hidráulica do Brasil, construída no iníciodo século XX.
A partir de Cachoeira do Campo, os salesianos foram pioneiros daagricultura mecanizada em Minas, incentivando as autoridades locais amodernizarem os seus processos agrícolas. Nas décadas que se seguiram, aatividade educativa prosseguiu, cruzando-se depois com utilização religiosa doespaço por parte da comunidade salesiana. Já nos últimos tempos de ocupação,chegou também a albergar trabalhadores de empresas das redondezas.
Em maio de 2023, o grupo hoteleiro Vila Galé e o Governo de Minas Geraisoficializaram a concessão do espaço para abertura de um hotel em Ouro Preto,num investimento de R$ 120 milhões, que vai gerar 120 empregos permanentesdiretos e 600 postos de trabalho indiretos.
O Colégio Dom Bosco é um prédio histórico classificada pelo InstitutoEstadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). OColégio Dom Bosco é considerado um dos berços da liberdade no Brasil.Construído pelo governador Dom Antônio de Noronha, entre 1775 e 1779 paraalbergar a recém-formada Cavalaria do Regimento das Minas, conforme escrito natarja da sua porta externa, que, segundo os historiadores, é atribuída à talhado Aleijadinho (arquiteto e escultor António Francisco Lisboa).
O quartel,como era chamado na altura, foi uma das sedes do movimento da Inconfidência,onde trabalhava e se tornou alferes o Tiradentes (alferes Joaquim José da SilvaXavier). Ali reuniu-se uma tropa de três mil homens, em 1775, para descer aoRio de Janeiro e embarcar com destino a Santa Catarina, a fim de enfrentar umapossível invasão espanhola. O Tratado de Santo Idelfonso, em 1777, pôs fim aoconflito e a tropa retornou. O Aleijadinho integrou essa legião, comoarquiteto, pois devia projetar quarteis portugueses em Santa Catarina.
O valor patrimonial deste conjunto arquitetônico, paisagístico earqueológico está nas suas edificações sede e adjacentes, alteradas ao longo dotempo, mas sobretudo no significado que as instituições ali instaladas, umaapós a outra, tiveram para a memória local, estadual e nacional.
Sobre o Grupo Vila Galé - A Vila Galé é a maior rede de Resorts do Brasil e o segundo maior grupohoteleiro em Portugal. O grupo é composto por diversas sociedades, das quais sedestaca, pela sua dimensão e importância, a Vila Galé – Sociedade deEmpreendimentos Turísticos, S.A.
A rede de hotéis Vila Galé conta atualmente com 42 unidades hoteleiras:31 em Portugal (Algarve, Beja, Évora, Elvas, Alter do Chão, Oeiras, Cascais,Sintra, Ericeira, Estoril, Lisboa, Coimbra, Serra da Estrela, Porto, Braga,Douro, Açores e Madeira), 10 no Brasil (Rio de Janeiro, Fortaleza, Cumbuco,Salvador, Guarajuba, Pernambuco, Touros, Angra dos Reis, São Paulo e Alagoas) eum em Cuba (Cayo Paredón Grande). Em 2024, o grupo irá inaugurar o primeiroempreendimento na Espanha, o Vila Galé Isla Canela, e o Vila Galé Figueira daFoz.
BH Airport investe R$ 36 milhões em energia sustentável
O BHAirport tem no ESG um pilar estratégico e está atento às práticas ambientais,sociais e de governança oferecidas no mercado. Nesse sentido, investiu cerca deR$ 36 milhões na implantação do projeto 400Hz (energia elétrica) + PCA(ar-condicionado para aeronaves). A iniciativa consiste em acoplar nas pontesde embarque equipamentos para fornecimento de energia elétrica de fonterenovável e ar condicionado às aeronaves durante os serviços de solo. Até 2022,eram utilizados o querosene de aviação e os geradores à diesel. Hoje, Azul,Latam e Gol contam com a solução, que está disponível em 20 posições no pátiodo aeroporto.
“Aeletrificação desses processos trouxe eficiência financeira, segurança, reduçãode ruído e, principalmente, das emissões de gases de efeito estufa, o que tornaas nossas operações mais sustentáveis. A proposta do projeto foisubstituir a utilização de combustíveis fósseis pelas companhias aéreas duranteoperações em solo”, explica Geovane Medina, gestor de Produtos e ServiçosAeroportuários e do Terminal de Cargas do BH Airport.
Antes doinício do projeto, o processo era o seguinte: a aeronave pousava no aeroportoe, logo, tratores traziam os equipamentos, movidos a diesel, que eramresponsáveis por manter a aeronave e o seu ar-condicionado ligados.
A companhiaaérea ainda tinha a alternativa de usar o APU (Auxiliary Power Unit ou UnidadeAuxiliar de Energia) que é um terceiro motor, que geralmente se localiza nacauda do avião e funciona como uma pequena turbina, muito utilizado durante opré-voo, para manter os sistemas do avião em funcionamento no embarque depassageiros. Quando em operação, o APU utiliza o mesmo querosene dos tanquesdas aeronaves, maior custo, e seu funcionamento contribui com emissãode gases de efeito estufa. Com isso, manter o APU ligado não é a melhoralternativa para as companhias aéreas.
“O projeto400 Hz e PCA contribui exatamente para que as empresas não utilizem o APU e osequipamentos movidos a diesel. A ideia é realmente contribuir para apreservação do meio ambiente e proporcionar um ganho de eficiência para asempresas aéreas. Para se ter uma ideia, Azul, Latam e Gol têm uma redução decerca de 30% dos custos que envolvem essa operação, com a utilização dos novosequipamentos”, explica Geovane Medina.
Marta Rossie Eduardo Zorzanello receberão moção da Câmara dos Deputados
Na últimaquinta-feira, dia 23, o deputado federal Romero Rodrigues, presidente daComissão de Turismo da Câmara dos Deputados, sugeriu uma Moção de Aplauso eReconhecimento a Marta Rossi e Eduardo Zorzanello, organizadores do Festuris -Feira Internacional de Turismo de Gramado. Em votação ao Requerimento nº41/2023, os membros da Comissão aprovaram com unanimidade a destinação dahonraria aos empresários.
Ajustificativa do parlamentar em relação ao evento de turismo que ocorre deforma periférica, longe dos grandes centros de decisões como Rio de Janeiro ouSão Paulo, se dá devido à excelência no atendimento aos participantes, e portodo o esforço e dedicação na realização da edição de 2023 do Festuris. “Foiuma honra ter ido à cidade de Gramado, que dá exemplo ao Brasil sobre comofazer turismo, como gerar emprego, renda, verdadeiros frutos do turismo. Amoção vem pelo reconhecimento da forma carinhosa e atenciosa que recebemos noFesturis, evento que participamos na sua 35ª edição”, explica.
A Feira Internacional de Turismo, que acontece em Gramado, no Rio Grande doSul, teve sua primeira edição em 1989. Este ano, o evento realizou a sua 35ªedição, sendo considerada pelo trade a feira de negócios turísticos maisefetiva da América Latina. O evento não só dá atenção para o turismo, comomovimenta a economia local, estadual e gera visibilidade fora do país.
CDL promove Circuito dasLuzes em BH
A partir do dia 11, os caminhosque ligam a Savassi à Praça Sete ficarão mais iluminados com o ‘Circuito dasLuzes’, ação que cria uma rota de iluminação natalina rumo à Casa do PapaiNoel. A intervenção, promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de BeloHorizonte (CDL/BH), começa na avenida do Contorno, na Savassi, chega à Praça daLiberdade, segue por toda a extensão da avenida João Pinheiro e percorre aavenida Afonso Pena até a Praça Sete, onde o circuito se encerra com a Casa doPapai Noel.
“A proposta do ‘Circuito dasLuzes’ é refletir a tradicional iluminação da Praça da Liberdade para doisimportantes polos comerciais e turísticos, a Savassi e o Hipercentro. Serácriada uma conexão lúdica entre esses dois lugares e fomentar a circulação depessoas nesse trecho”, explica o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza eSilva.
Casa do Papai Noel-A Praça Sete será o endereço do Papai Noel em BeloHorizonte. A casa do bom velhinho ficará aberta ao público entre os dias 9 e 23de dezembro. Com entrada gratuita, o espaço terá cenário para fotos eapresentações musicais. A Casa do Papai Noel ficará aberta de segunda àsexta-feira das 16 às 20 horas, e aos sábados e domingos, das 9 às 13horas.
Natal em toda a cidade -A programação de Natal da CDL/BH também serárealizada nas nove regiões da cidade. Do dia 9 até 23 de dezembro, o trioelétrico do Papai Noel irá percorrer os principais corredores das regiões.Acompanhado das Noeletes, o Papai Noel irá tirar fotos gratuitas com crianças edemais consumidores.
BeloHorizonte: Cidade da Cultura – Pampulha, Patrimônio Cultural da Humanidade
Reconhecido internacionalmente pelas suas pinturasinspiradas na arquitetura mineira, o artista plástico Carlos Bracher inauguroumais uma obra que fala da cultura, do patrimônio histórico, das paisagens e daspessoas que marcaram a história de Minas Gerais. O tríptico painel "BeloHorizonte: Cidade da Cultura – Pampulha, Patrimônio Cultural daHumanidade" foi entregue ao estado em cerimônia realizada na últimasexta-feira (24/11), no prédio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico(Iepha), na Praça da Liberdade. A obra ocupará uma posição permanente nacapital mineira, em local a ser definido pelo Iepha. O painel instalação, emformato tríptico, é composto por duas telas e, ao centro, uma tela de trêsmetros de altura por sete metros de largura. O projeto tem o patrocínio daCompanhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por meio da Lei Estadual deIncentivo à Cultura, e conta com a chancela da Secretaria de Estado de Culturae Turismo de Minas Gerais.
Todo o processo de desenvolvimento dopainel-instalação foi documentado para integrar a própria criação, através daexibição de vídeos em monitores, mostrando as etapas criativas do autor, desdesua concepção em papel até a realização final da obra em si. “Esses trêspainéis são um pouco a síntese do que eu acredito ser Minas Gerais. A forçadesse grande passado, que se instituiu na cidade de Vila Rica e em outrascidades do período colonial. E que depois, nessa sucessão, veio dar BeloHorizonte, a capital de Minas. E que termina na Pampulha. Portanto, são trêstempos: o presente, o passado e o futuro”, explica Bracher no vídeo que compõea instalação.
"Belo Horizonte: Cidade da Cultura – Pampulha,Patrimônio Cultural da Humanidade" propõe uma viagem multissensorial edidática aos nossos costumes e à nossa história, dando, tanto aos moradoreslocais, quanto aos turistas que visitam o Complexo Liberdade, a oportunidade deconhecer uma Minas sob a perspectiva de um olhar único: o de um artista mineirorenomado internacionalmente. Muito emocionado, Carlos Bracher relatou oprocesso criativo das obras e as principais referências, em especial omodernismo em suas telas. O artista também falou sobre os elementos do novotrabalho, que traz colagens e referências a Pelé, Carlos Drummond de Andrade,Juscelino Kubitschek, Tiradentes, Santos Dumont, Clube da Esquina, Guignard,Grupo Corpo e outros protagonistas da cultura de Minas Gerais.
O secretário de Estado de Cultura e Turismo de MinasGerais, Leônidas de Oliveira, festejou a inauguração do painel e ressaltou oprotagonismo de Carlos Bracher para a história das artes em Minas Gerais: “Voudizer algumas poucas palavras e começo por gratidão, Bracher, pela suaexistência no meio da civilização mineira, você a faz maior. Gratidão por serum artista que leva Minas Gerais, leva nossa gente, nossa cultura, para o mundointeiro. Muito obrigado”.
Belo Horizonte não é apenas a capital de MinasGerais, importante estado que deu início à ocupação do território que compõehoje o ´país, a partir das entradas dos bandeirantes paulistas, guiados pelospovos originários do Brasil, nos séculos XVI e XVII. É também a capitalplanejada e construída com base nos ideais republicanos e que, hoje, éreconhecida por sua arte, educação, cultura, importante centro estudantil,universitário e de serviços. Ilustres artistas, nascidos e radicados emMinas, como Guignard, Inimá de Paula, Yara Tupinambá e Lorenzato, dentreoutros, já retrataram anteriormente aspectos de Belo Horizonte: suas paisagens,seus prédios de alto valor arquitetônico, de estilos e épocas distintas, comsuas praças, ruas, lugares e recantos que fazem da cidade um conjuntoencantador.
O painel de Bracher tem o objetivo de reverenciar acidade e, ao mesmo tempo, representar os grandes personagens da história deMinas, desde o mártir da Inconfidência Mineira, Tiradentes, passando pelacélebre "Caravana” dos Modernistas (Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral eBlaise Cendrais, dentre outros), ocorrida em 1924. Essa viagem ao interior dopaís em busca da “autêntica arte brasileira”, identificada com a arquiteturacolonial e o barroco mineiro, provocou um enorme impacto na nova geração depoetas e intelectuais (Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Abgar Renault eEmílio Moura). Ao homenagear notáveis literatos, o painel revela aindacomo, ao longo do tempo, BH transformou-se em síntese da mineiridade peloconjunto das gentes de todos os recantos, conectando-se num só povo,firmando-se na grande capital com sua identidade específica e autônoma.
JK: da Cemig à Pampulha-Devido à sua importância para a cidade, oconjunto arquitetônico da Pampulha, Patrimônio Cultural da Humanidade, tem umaposição de destaque no painel. Segundo Bracher, sua arquitetura visionária éresultado do futurismo de Juscelino Kubitschek que, quando era prefeito de BeloHorizonte, convidou o jovem arquiteto Oscar Niemeyer para projetar o conjuntoda Pampulha. Anos depois, durante o mandato de JK na Presidência, a parceria serepetiria na construção da capital federal, também considerada PatrimônioCultural da Humanidade. De acordo com a diretora de ComunicaçãoEmpresarial e Sustentabilidade da Cemig, Cristiana Kumaira, a Cemig tem umimenso orgulho em participar do projeto do Painel Instalação de Bracher, pois,assim como a Pampulha e a capital federal, a companhia elétrica também foicriada a partir da visão de futuro do então governador de Minas Gerais, que, em22 de fevereiro de 1951, redigiu de próprio punho um bilhete, em que abordou anecessidade de um holding do setor elétrico.
“Sem o visionarismo de JK, a Cemig não seria o que éhoje, uma empresa de atende mais de nove milhões de clientes em todo o Estado euma das maiores patrocinadoras de cultura de Minas Gerais, orgulho de todos osmineiros”, explica a diretora. “E o objetivo do painel é exatamente esse: o deressaltar o orgulho de ser mineiro no coração de quem visita a instalaçãoartística”, complementa Kumaira.
Passeios pela capitalmineira
A Prefeitura de Belo Horizonte promove, a partirdeste sábado (2), uma nova temporada dos tradicionais passeios turísticos pelacidade. Nos dias 2 e 16 dezembro, moradores e turistas terão a oportunidade deconhecer a capital mineira, sob novos olhares e perspectivas, em city tours ewalking tours especiais em homenagem ao aniversário de Belo Horizonte e aos 80anos do Conjunto Moderno da Pampulha. As inscrições gratuitas estarão abertas apartir das 12h desta terça-feira (28) e os interessados deverão retirar osingressos on-line.
Neste primeiro momento, serão cinco roteiros, comdestaque para a cultura, a arte urbana e a arquitetura do município. Elesincluem visitas ao Conjunto Moderno da Pampulha, praças, mirantes, museus, ruashistóricas, entre outros pontos turísticos da capital. Com duração média de 4horas, os city tours serão realizados em micro-ônibus e os walking tours serãopasseios a pé, ambos conduzidos por um guia de turismo credenciado peloMinistério do Turismo.
“A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur,promoverá mais uma temporada dos já tradicionais roteiros turísticos por váriospontos da nossa cidade. Esses passeios estimulam a sensibilização de turistase, principalmente, dos moradores da capital mineira, valorizando a identidadecultural e as tradições populares, além de promover o fortalecimento do orgulhoe da cidadania. A partir disso, o próprio cidadão de Belo Horizonte se torna umdisseminador da atividade turística, apoiando na promoção do nosso destino”,afirma Gilberto Castro, presidente da Belotur.
A Belotur solicita às pessoas que fizerem ainscrição, e por algum motivo não puderem comparecer, que façam o cancelamentocom antecedência pelo telefone (31) 3277-4975 ou pelo e-mail [email protected], para queoutros participantes tenham a oportunidade de experimentar o passeio. Aimprensa está convidada para acompanhar os roteiros mediante aviso prévio parareserva de convites e agendamento de fontes.
As datas e os locais dos roteiros podem serconferidos no
Mín. 25° Máx. 37°





