

Delegaçãotocantinense participou ativamente das discussões e votações que culminarão naatualização do documento, que vigorará pelos próximos 10 anos
Representantesde todos os estados da federação estiveram presentes na última semana, emBrasília (DF), na 4ª Conferência Nacional de Cultura, que aconteceu entre osdias 4 e 8 de março e reuniu mais de 5.000 pessoas em cinco dias de evento.
Delegados eleitos por votação durante as etapas estaduais elegeram propostasque nortearão a atualização do Plano Nacional de Cultura (PNC), que estará emvigor pelos próximos dez anos e servirá como uma espécie de bússola para osetor cultural brasileiro.
A delegação tocantinense, composta por mais de 20representantes, esteve presente ao longo de todo o processo.
Osecretário Tião Pinheiro reiterou a importância da 4ª Conferência Nacional deCultura como norteadora das ações nessa retomada cultural: “Os participantes daconferência tiveram oportunidade de contribuir com suas demandas e experiênciasregionais que comporão o desenho macro de um país diverso com o Brasil. E oTocantins se fez presente de maneira propositiva com as participações dasociedade civil e da gestão”.
“Nós temosuma realidade diversa de outros estados e outras regiões do Brasil, então é naconferência que trazemos essas questões. A conferência serve como umaoportunidade para transformar essas questões em proposições que comporão oPlano Nacional de Cultura para os próximos dez anos”, disse a superintendentede Fomento e Incentivo à Cultura da Secult, Kátia Maia Flores.
Antes darealização da plenária final, após uma semana intensa de debates e discussõesem eixos temáticos distintos, cada eixo foi dividido em diferentes grupos detrabalho, que abordaram nuances distintas dentro da temática geral. Um exemplodisso, foi o grupo de trabalho nomeado Fomento e Financiamento, pertencente aoeixo Institucionalização, Marcos Legais e Sistema Nacional de Cultura. O grupocontou com a participação dos delegados tocantinenses Kaká Nogueira, ThiagoOmena e Everton dos Andes.
Everton dosAndes, do município de Porto Nacional, mencionou durante as discussões aproposta do segmento em criar uma Agência Nacional de Música, nos moldes daAgência Nacional do Cinema (Ancine), além de um fundo nacional.
“A música étransversal, porque ela encampa não só os músicos, mas quando você vai fazer umfigurino ou montar uma cenografia, envolve o artesanato. Quando vai fazer umsom, utiliza técnicos, equipamentos... Por tanto, esse é um projeto que nãoatende apenas ao músico, mas toda a cadeia produtiva da cultura”, disse.
Participandode uma conferência nacional pela primeira vez, aos 18 anos, a delegada eleitaThayssa Amanda, do município de Chapada de Natividade, conta que essa foi umaoportunidade ímpar para representar o Estado do Tocantins. “Nesses dias deconferência aprendi muito nas plenárias, votações e discussões, tendorepresentatividade como quilombola. Pude representar os quilombolas de Chapadade Natividade e de todo o Tocantins. Essa é uma experiência nova e maravilhosaque gostaria de continuar. Pretendo que seja minha primeira de muitasconferências”, disse.
Foramapresentadas, ao longo do evento, 140 propostas advindas das etapas municipaise estaduais, das quais 84 foram escolhidas como prioritárias e 30 foramselecionadas nas plenárias dos eixos temáticos.
Segundo informações dosecretário executivo do MinC, Márcio Tavares, em entrevista concedida a AgênciaBrasil, em um prazo de até 60 dias as propostas serão encaminhadas aosconselhos municipais e estaduais, além de pontos de cultura, delegados esecretarias estaduais e municipais de Cultura. A previsão é de que até o mês deoutubro o texto seja encaminhado ao Congresso Nacional.
De acordocom levantamento realizado pelo Ministério da Cultura, participaram daConferência 1.338 delegados, 1087 convidados, 1491 observadores, 738 pessoas noapoio e na organização, e 151 profissionais da imprensa.
por MariaEduarda Ferraz / Governo do Tocantins
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