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Museu Guimarães Rosa comemora 50 anos

Museu Guimarães Rosa comemora 50 anos

01/04/2024 às 10h21 Atualizada em 01/04/2024 às 10h21
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Museu Guimarães Rosa comemora 50 anos

Há exatos 50 anos, o MuseuCasa Guimarães Rosa foi inaugurado com uma cerimônia que reuniu uma multidão –de autoridades do mundo político, como o então governador de Minas Gerais,Rondon Pacheco, e o prefeito da cidade, Geraldo José Martins, a anônimos ecuriosos atraídos pela novidade.



Cordisburgo está a apenas130 Km de Belo Horizonte. 

Cordisburgo está a apenas130 Km de Belo Horizonte. Há exatos 50 anos, o Museu Casa Guimarães Rosafoi inaugurado com uma cerimônia que reuniu uma multidão – de autoridades domundo político, como o então governador de Minas Gerais, Rondon Pacheco, e oprefeito da cidade, Geraldo José Martins, a anônimos e curiosos atraídos pelanovidade.

O presidente da AcademiaBrasileira de Letras, Austregésilo de Athayde, e a filha de Guimarães Rosa,Vilma Guimarães Rosa, também estiveram presentes. “Foi uma grande movimentação,tinha muita gente.” As recordações daquele sábado, 30 de março de 1974, emCordisburgo, ainda estão vivas para Ronaldo Alves. 

A vida de Ronaldo seriamuito diferente sem o Museu Casa Guimarães Rosa. Foi ali que ele, adolescente,despertou para a cultura e para a literatura rosiana. Desde 2006, ele é ocoordenador do MCGR, cargo que também ocupou de 1993 a 1997. “O Museu é minhasegunda casa, fez parte da minha formação intelectual, como educador e tambémcomo cidadão”, diz o professor de história.

Cravadono número 744 da avenida Padre João, no Centro da pequena cidade de 8 milhabitantes do sertão mineiro, o histórico espaço, gerido pelo Governo de MinasGerais, por meio da Diretoria de Museus da Secretaria de Estado de Turismo e Cultura (Secult),completa cinco décadas no dia 20 de março, com novidades e motivos paracelebrar. 

OMuseu Casa Guimarães Rosa foi contemplado no edital “Resgatando História”, dogoverno federal, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES), e receberá recursos para recuperação da edificação. O contrato foiassinado no fim de fevereiro. Ao todo, são R$ 7 milhões para quatro museus emMinas Gerais: Museu Casa Guignard, em Ouro Preto, Museu Casa Alphonsus deGuimaraens, em Mariana, e Museu Mineiro, em Belo Horizonte, além do MCGR.

Existetambém um plano de expansão do Museu, que poderá ocupar o imóvel vizinho,transformado em uma espécie de centro de estudos da obra de Guimarães Rosa. Oprojeto está em fase de captação e busca patrocínios. Outra proposta em vista éa criação do ambiente digital do MCGR no metaverso, em sintonia com aperspectiva da museologia contemporânea.

OMuseu Casa Guimarães Rosa está instalado na casa onde Guimarães Rosa nasceu eviveu os primeiros anos de sua infância, entre 1908 e 1917. O edifício écomposto pela residência onde habitava a família do escritor e pela vendamantida pelo pai do autor de “Grande Sertão: Veredas”, “seu” Florduardo, ousimplesmente “seu Fulô”.

Em272,77 metros quadrados e dez cômodos, documentos, fotografias e objetos doacervo do Museu refletem aspectos da vida pessoal de um dos maiores autores daliteratura brasileira, além de sua atuação profissional como médico, escritor efuncionário do Ministério das Relações Exteriores. No Museu, onde o visitantepoderá conhecer o universo mágico do sertão mineiro, há uma coleção deaproximadamente 200 peças e cerca de 1.200 documentos textuais, dentre os quaisse destacam registros pessoais como certidões, correspondências, discursos eoriginais manuscritos ou datilografados.

Documentário,exposição e Semana Rosiana - Os 50 anos do Museu vãonortear a programação da tradicional Semana Rosiana, em Cordisburgo. O eventochega à sua 36ª edição e será realizado entre 7 e 14 de julho. A programaçãocontará com palestras, mesas-redondas, exibição de documentários, apresentaçõesmusicais e teatrais, narrações do Grupo Miguilim e caminhadaecoliterária. 

“Seráuma Semana Rosiana muito especial. São 50 anos de um museu totalmente vivo,próximo ao público, à comunidade, com uma programação diversa, trabalhandovárias linguagens. Com o museu, Cordisburgo entra na rota turística e recebepessoas do Brasil inteiro e também de outros países”, destaca a Diretora deMuseus da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, PollyannaLacerda. Em 50 anos, o Museu recebeu mais de 656 mil visitantes – 30.852 em2023 –, segundo dados da instituição.

Naesteira das comemorações, foi inaugurada, em meados deste mês, a exposição“Poty Lazzarotto nas artes em argilogravura: um passeio pela literatura deGuimarães Rosa a partir da arte em cerâmica”, do artista e educador FábioBrasileiro. A mostra celebra o centenário de Poty, gravurista que criou asilustrações para os principais livros do escritor mineiro entre os anos de 1956e 1983, e passeia pela literatura de Rosa. As obras de Brasileiro exploram asmetáforas do fogo, da luz e da iluminação presentes na literatura de JoãoGuimarães Rosa e podem ser vistas até 28 de abril.



Ocurta-documentário “A Casa da Palavra”, em fase de produção e captação derecursos que viabilizem o projeto, é outra iniciativa que festeja o importanteespaço em Cordisburgo. Para a produtora, roteirista e codiretora MaríliaSilveira, o filme conta “uma história inspiradora e poética de resistência,memória e paixão por uma obra e por um lugar”.  

“Buscamosregistrar quantas histórias e estórias uma casa centenária pode nos contar ecom que forças ela pôde resistir por tanto tempo nesta modernidade líquida emque estamos mergulhados. No filme, a casa onde nasceu João Guimarães Rosa épersonagem protagonista e nos conta, com a ajuda de Brasinha, pesquisador e'embaixador do sertão rosiano', as estórias que viu, viveu, ouviu e ecoam atéhoje”, acrescenta Marília.

Brasinha,citado pela produtora, é José Osvaldo dos Santos. Ele tinha 22 anos quando oMuseu Casa Guimarães Rosa foi inaugurado. Emocionado, Brasinha teve a sensaçãode que Guimarães Rosa estava voltando para sua Cordisburgo, para a casa ondepassara a infância. “A casa perdura por todo esse tempo, está em pé, continuacontando histórias. Será sempre a casa de Guimarães Rosa, um local histórico eturístico. Temos um carinho muito grande por ela”, comenta Brasinha, apaixonadopela obra rosiana, lida “de cabo a rabo” por ele.

Casa de Cordisburgo- Além de manter vivo o legado de GuimarãesRosa por meio de atividades que encontram linguagens variadas, da música àliteratura, da contação de histórias às oficinas sobre patrimônio histórico, umaspecto que merece ser sublinhado é a relação que o Museu construiu com apopulação de Cordisburgo nesses 50 anos. Não importa a faixa etária: ali, todosse sentem em casa.

“Arelação do Museu com a cidade é a grande marca dessa trajetória de cincodécadas. A partir de 1996, quando a Dra. Calina Guimarães (prima de GuimarãesRosa) cria o Grupo Miguilim, isso ficou ainda mais forte”, afirma RonaldoAlves. O coordenador do Museu Casa Guimarães Rosa destaca o vínculo do MCGR comas escolas e os grupos folclóricos e culturais de Cordisburgo. “O sucesso de ummuseu acontece se ele tem relação com a cidade, com a comunidade”, acrescenta.

Diretorada Escola Estadual Cláudio Pinheiro de Lima, Edilene Oliveira Bruno diz que oMuseu é fundamental para que os projetos da instituição de ensino dêem certo.Nessa troca de conhecimento entre a escola e a histórica casa da avenida PadreJoão, número 744, um novo universo se descortina: “Os alunos, das crianças aosadultos, ficam encantados. Muitos nunca haviam tido a possibilidade de visitarum museu até entrarem ali. Mergulhamos na literatura de Guimarães Rosa ereconhecemos aquele espaço como uma casa literária nossa, tão importante paraCordisburgo”.

Geoparque Uberaba: Terra deGigantes

A cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro , localizada a 470 Km dacapital mineira, recebeu  no dia 27 de março,o  reconhecimento do Geoparque Uberaba: Terra de Gigantes.Este é o sexto no país e o primeiro da região Sudeste a receberreconhecimento internacional da Organização das Nações Unidas para a Educação,Ciência e Cultura, Para inscrever a candidatura ao título de geoparque, aequipe do Complexo Cultural e Científico de Peirópolis da Universidade Federaldo Triângulo Mineiro reuniu outros atributos da região ao detalhado dossiê daUnesco.

Adotando uma estratégia regional, foi além dos dinossauros e ressaltou aimportância e relevância da Expozebu no cenário agropecuário, considerada amaior feira de gado zebu do mundo; o patrimônio histórico e cultural da regiãoe ainda a espiritualidade de Francisco Xavier, o Chico Xavier, que jogou luzsobre o espiritismo e a cidade de Uberaba, onde viveu por 43 anos. 

Com adivulgação do Geoparque Uberaba: Terra de Gigantes, a cidade de Uberaba passa ase juntar aos geoparques brasileiros de Araripe (CE), Seridó (RN), Caminhos dosCânions do Sul (RS e SC), Quarta Colônia e Caçapava (RS), elevando o país a umpatamar de destaque internacional no que diz respeito à conservação evalorização de seu patrimônio geológico e cultural.

O nome ‘Terra de Gigantes” é uma alusão às três principais identidadeshistóricas e culturais uberabenses, relacionadas ao patrimônio geológico – porabrigar fósseis de dinossauros, ao potencial agropecuário, Uberaba éreconhecida como capital mundial da raça Zebu, e por ser a cidade onde viveu omédium Chico Xavier, que nasceu em Pedro Leopoldo e depois foi para Uberaba.

A certificação pela Unesco coloca a cidade de Uberaba na rede degeoparques no mundo, territórios que têm sua história e cultura preservadas eutilizadas de forma sustentável para gerar desenvolvimento econômico e social.São locais propícios para estudos científicos, educação ambiental e turismoresponsável, contribuindo para o crescimento socioeconômico e a preservação dopatrimônio natural e cultural. “A chancela vai facilitar a captação de recursose incrementos essenciais para aumentar o fluxo de turistas na região,impulsionando setores como o comércio e serviços.

A conquista da chancela de Geoparque Global da Unesco requer um longoprocesso, que envolve a participação de pesquisadores, autoridades ecomunidades locais e regionais, como a Universidade Federal do TriânguloMineiro (UFTM), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Prefeiturade Uberaba e Associação Geoparque Uberaba, um conjunto de esforços contínuopara consolidar o reconhecimento do patrimônio geológico, cultural e históricodo território.

Foi elaborado uma pesquisa por uma consultoria especializada, quenorteou o andamento dos trabalhos e a criação dos grupos temáticos: geologia eUberaba, um, gestão, geoturismo, patrimônio cultural, patrimônio natural,comunicação, educação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável.

Por meio desse trabalho também foi proposto um modelo de governança paraa criação da Associação Geoparque Uberaba, que reúne 34 associados entreempresários, representantes de instituições públicas e privadas, lideranças esociedade civil. Com a formação da governança, foram realizadas duas missõestécnicas aos geoparques de Seridó, no Rio Grande do Norte (2022), e de Arouca,em Portugal (2023), propiciando a troca de experiências, principalmenterelacionadas às boas práticas na gestão do geoparque.

O projeto foi apresentado na Conferência Internacional sobre GeoparquesMundiais da Unesco, em Marrakech, no Marrocos. Na ocasião, Uberaba teve suacandidatura a “Aspirante Geoparque” aceita por unanimidade pelo Conselho daRede Global de Geoparques.

BH Airportna década 21

Quando integrantes do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e da ForçaAérea Brasileira (FAB) sobrevoaram fazendas e plantações no Vetor Norte de BeloHorizonte, em uma missão secreta para encontrar a melhor área para a construçãode um novo aeroporto, no final da década de 70, os mineiros ainda não sabiam,mas ali seria erguido um dos hubs de conexões mais importantes do Brasil: o BHAirport.

A área de 15 milhões de metros quadrados do município de Lagoa Santaescolhida por conta de sua boa topografia, por oferecer condições climáticas ede terreno mais seguras, seu fácil acesso a uma via expressa e por seudistanciamento seguro de zonas habitadas, receberia, anos mais tarde, a maiorpista de pouso e decolagem construída até então no Brasil, além de um terminalmoderno, por onde circulariam 90 mil passageiros no primeiro ano de operação.

Hoje,prestes a completar 40 anos, no próximo dia 28 de março, o BHAirport se consolida como referência nacional e internacional na qualidade deprestação de serviços aeroportuários, tendo recebido 10,5 milhões depassageiros e movimentado 28 mil toneladas de carga em 2023. Por meio de quase70 destinos nacionais e internacionais, o BH Airport conecta Minas Gerais aomundo e contribui para a conectividade e o crescimento econômico do Estado,empregando cerca de 6 mil pessoas.




“Celebrar os 40 anos do BH Airport é comemorarquatro décadas de incentivo ao desenvolvimento de Minas Gerais, por meio daindução do turismo e toda a sua cadeia e da atração de novasempresas interessadas na conectividade proporcionada pelo terminal. Nosúltimos 10 anos, sob a concessão da BH Airport, também avançamos na prestaçãode serviços e hoje funcionamos como um grande centro comercial com um mixcomercial de 130 lojas, além de serviços à população do entorno, como emissãode documentos, passaporte emergencial e Correios. Também somos o primeiroaeroporto do Brasil a ser reconhecido por seu compromisso com a satisfação docliente pelo programa Airport Customer Experience Accreditation”, afirma DanielMiranda, diretor-presidente do BH Airport.

Sustentabilidade em pauta -Nos últimos anos, o BH Airport também vem sedestacando no Brasil e no mundo por suas práticas em prol do meio ambiente efoi reconhecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como o aeroportomais sustentável do Brasil. Em 2023, o BH Airport se tornou o primeiroaeroporto neutro em carbono do Brasil, por meio da certificação do nível 3+ édo Airport Carbon Accreditation. Além disso, recebeu por três vezes seguidas oreconhecimento de aeroporto verde, pelo Green Airport, do ConselhoInternacional de Aeroportos (ACI).

“Estamos comprometidos com olegado positivo que queremos deixar não apenas para a comunidade local e para aeconomia mineira, mas também para o mundo. Nesse sentido desenvolvemos diversasações de mitigação de impacto ambiental, como o projeto 400Hz + PCA, que quefornece energia elétrica certificada como de fonte renovável, durante osserviços de embarque e desembarque das aeronaves. Além disso, substituímosempilhadeiras movidos a GLP e diesel pelas elétricas. No total, a redução dasemissões de carbono já acumula mais de 5 mil toneladas, o que representa 48%das emissões que o BH Airport registrava no ano base em 2017”, afirma DanielMiranda.

O melhor aeroporto do Brasil

Todos esses avanços fizeramdo BH Airport uma referência em atendimento e deu ao terminal o melhorresultado em qualidade de serviços prestados por aeroportos concedidos. Amedição é realizada anualmente pela Anac, com base em indicadores de serviçocomo conforto térmico, tempo em fila de inspeção, restituição de bagagem,limpeza, entre outros. O BH Airport alcançou o índice de 2%, o melhorresultado do Fator Q, instrumento de qualidade dos serviços que avalia odesempenho de -7,5% a 2%.

Além disso, o BH Airportalcançou a primeira posição no ranking dos melhores aeroportos no Brasil queatendem entre 5 e 10 milhões de passageiros. A classificação é da PesquisaNacional de Satisfação de Passageiros, referente ao quarto trimestre de 2023,conduzida pela Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos eAeroportos. O aeroporto alcançou a nota 4,56, em uma escala de 1 a 5,considerando diversos aspectos, como atendimento, infraestrutura, limpeza,segurança e conveniência.

Pista noinício das operações

Pista atualcom ampliações 

História: 4décadas de transformação - Ao longo dos últimos 40 anos, o BH Airport viveu significativastransformações, evoluindo de um saguão inicialmente vazio e considerado apenasum “ponto turístico” pela população curiosa, para se tornar um dos aeroportosmais importantes do país, sendo o terceiro maior do Brasil em número dedestinos. Nessa trajetória, se destaca a última década sob a concessão da BHAirport, quando o aeroporto ganhou uma infraestrutura mais moderna, bonita efuncional. Os investimentos na modernização das instalações foram superiores aR$ 1 bilhão.

Conheça os principais marcos: 1ª década: 1984 – 1994 - Períodomarcado pela escolha do local de instalação na região metropolitana de BeloHorizonte, área que mais tarde foi dividida em dois municípios, conferindo aoaeroporto a inusitada característica de estar localizado em duas cidades: 63%em Confins e 37% em Lagoa Santa.

A região foi escolhida por ter uma localização estratégica próxima a umavia expressa e por oferecer condições climáticas e de terreno mais seguras. Osanos 80 também foram o período de construção do terminal, que contou com 1.700operários.

2ª década: 1994 - 2004 - O aeroporto passa a ser visto como um ponto turístico pelapopulação, que frequentava o terraço panorâmico e passeava pelo terminal paraexperimentar equipamentos que eram novidade na época, como escadas rolantes eelevadores.

Foi nos anos 90, também, que o aeroporto começou a oferecer destinosinternacionais, sendo a primeira rota recorrente oferecida pela companhia LAB:Belo Horizonte - Santa Cruz De La Sierra (Bolívia).

Esse foi umperíodo de crescimento econômico no Brasil, o que contribuiu para o aumento dademanda por viagens aéreas.

3ª década: 2004 – 2014 - Período com marcos importantes, como a chegada do centro de manutençãoda GOL com mais de 145 mil metros quadrados divididos em três hangares. Em2005, o terminal passou a receber 120 voos diários, o que representava umaumento de 85%, em relação ao início da operação.

Nessa época também foi criada a Linha Verde, a via expressa que conectao centro de BH ao aeroporto. Em 2012 a Infraero, que administrava 100% oaeroporto, iniciou a reforma no terminal 1 para atender a demanda da Copado Mundo.

4ª década: 2014 - 2024-Em 2014 a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) assinou o contrato deconcessão do aeroporto à concessionária BH Airport, formada pelo Grupo CCR, umadas principais empresas de concessão de infraestrutura na América Latina, epela Zurich Airport, operadora do Aeroporto de Zurich. Hoje, a concessionáriatem 51% de participação no aeroporto, sendo os outros 49% da Infraero.

Nesse período destaca-se a construção do Terminal de Passageiros 2, quese integrou ao terminal principal e ampliou a capacidade do aeroporto para 32milhões de passageiros por ano, além da ampliação da pista de pousos edecolagens. Também houve a entrega da primeira fase da reforma do Terminal dePassageiros 1, que foi assumida pela nova administração, mediante o reembolsoda Infraero. Essa infraestrutura elevou a qualidade do atendimento aospassageiros. A última década também foi marcada pela pandemia da Covid-19, queafetou a indústria global da aviação, com reduções significativas nas operaçõese uma série de desafios financeiros para o setor aéreo. Desde 2022 o setor viveuma retomada gradual na movimentação de passageiros.

Superando os desafios, em 2023, o BH Airport aumentou em 30% o número dedestinos, chegando a 66 no total. Considerando os voos internacionais, ocrescimento foi de quatro vezes, passando de 2 para 8 destinos atendidos.

Outras curiosidades - Os primeiros voos do BH Airport foram cargueiros e a primeira aeronave apousar no terminal foi um Boeing da Vasp, no dia 10 de novembro de 1982, antesmesmo da inauguração oficial;

Em março de 1983 o primeiro avião internacionalpousou em Confins: um Boeing Varig, que vinha de Roma.


Ele trazia 35 toneladas de equipamentos queseriam instalados no aeroporto;

  • Em 1984 iniciaram os primeiros voos regulares, ano que encerrou com o marco de 90 mil passageiros em 946 aviões que pousaram e 943 que decolaram;
  • As primeiras companhias aéreas a operarem no terminal foram: Vasp, Varig, Cruzeiro do Sul e Transbrasil;
  • Em janeiro de 1984 um voo chamou a atenção no BH Airport: ele trazia João da Mata Ataíde, vencedor da São Silvestre em 1983. Era a 4ª vez que um brasileiro vencia a corrida;
  • O primeiro voo internacional saindo do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte foi em julho de 1984. Era um Boeing fretado da Vasp com destino a Orlando, nos Estados Unidos.
  • Em 2023, o BH Airport foi reconhecido pela Anac como o aeroporto mais sustentável do Brasil e pela Airport Carbon Accreditation como o primeiro aeroporto neutro em carbono do Brasil.
  • O BH Airport quadruplicou o número de voos internacionais, passando de 2 para 8 destinos atendidos em 2023.

Aeroporto em números - Capacidade para operar 32 milhões de passageiros por ano;

  • 26 pontes de embarque, sendo três exclusivas para operações internacionais;
  • 9 esteiras para devolução de bagagens;
  • 17 canais de inspeção de passageiros;
  • 27 elevadores e 14 escadas rolantes;
  • 625 vagas de estacionamento;
  • 44 posições para aeronaves;
  • 40% dos passageiros utilizam o aeroporto para conexão a outros destinos;
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