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Escola Sueli Reche, em Palmas, utiliza técnicas de bioconstrução em projeto de nova biblioteca

Escola Sueli Reche, em Palmas, utiliza técnicas de bioconstrução em projeto de nova biblioteca

11/03/2020 às 10h31 Atualizada em 11/03/2020 às 10h32
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Escola Sueli Reche, em Palmas, utiliza técnicas de bioconstrução em projeto de nova biblioteca


Osdesafios ambientais que se apresentam à humanidade exigem que se repensem asformas de satisfação das nossas necessidades no que se refere à disponibilidadede água, alimento, saneamento, energia e moradia. Em busca de difundir apossível transição para um modelo de vida com menor impacto ambiental, a Escolade Tempo Integral (ETI) Sueli Reche tem estimulado as práticas em permaculturae bioconstrução como ferramentas para planejamento e implantação de ocupaçõeshumanas mais sustentáveis.

Nestecontexto, foi realizado no final de semana passado o primeiro mutirão para aconstrução do novo espaço destinado à biblioteca da escola, utilizando técnicasde biocontrução. A atividade abordou aspectos teóricos e práticos do uso daterra crua como material de construção natural, desde a escolha do material àstécnicas mais comuns utilizadas no Brasil. A proposta é construir conjuntamentecom a comunidade escolar, além da biblioteca, o grêmio estudantil. A atividadetambém permite o resgate de conhecimentos tradicionais de construção que usamrecursos naturais e o fortalecimento da identificação comunitária.

Duranteo processo coletivo de construção, os participantes tiveram noções de escolhada terra, preparação da massa, produção e assentamento de tijolos de adobe(tijolos de terra crua), preparação da estrutura, preparação da massa e oenchimento do pau-a-pique (taipa de mão), uso da terra ensacada para fundaçõese paredes (hiper e super adobe) e revestimentos naturais à base de terra eaditivos naturais.

“O usoda terra crua na construção constitui um saber tradicional milenar desenvolvidosimultaneamente em várias partes do mundo. É um material eficiente do ponto devista cultural, energético e bioclimático. Tratando-se de uma realidade rural éainda mais coerente o uso de recursos locais e a aplicação de técnicas quepossibilitem a autoconstrução, garantindo autonomia e qualidade de vida àpopulação rural”, considera o diretor da escola, Victor Fonseca.

Aescola já possui a Agroecologia como paradigma para transição sustentável, pormeio do Projeto Permacultura na Escola,que já rende frutos utilizados pela própria comunidade escolar. Ainda com opropósito de conscientização ambiental e redução da emissão de resíduos, tambémse encontra em desenvolvimento o ProjetoTijolo de Plástico, que consiste na utilização de resíduos plásticos compactadosem garrafas PET para serem utilizados como material de construção.

Osnovos mutirões que darão continuidade aos trabalhos acontecem nos dias 20 e 21de março.


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