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Naturatins realiza atividades de manejo do fogo na Cachoeira da Velha

Naturatins realiza atividades de manejo do fogo na Cachoeira da Velha

11/05/2020 às 22h30 Atualizada em 11/05/2020 às 22h31
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Naturatins realiza atividades de manejo do fogo na Cachoeira da Velha
Por WanjaNóbrega
OInstituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio da equipe da Área deProteção Ambiental (APA) do Jalapão, continua com ações de queimas prescritasna região. Na sexta e no sábado, 8 e 9, foram feitos aceiros, queimadascontroladas e fragmentação da superfície para prevenção dos incêndiosflorestais na área da Cachoeira da Velha, um dos principais pontos turísticosdo Estado.
O método de queima atendeaos conceitos do Manejo Integrado do Fogo (MIF), que consiste em parcelargrandes áreas do bioma Cerrado, para redução do capim seco, altamentecombustível, reduzindo a ocorrência de incêndios florestais durante os mesesmais secos do ano.
A supervisora da APA doJalapão, Rejane Ferreira Nunes, explica que essas ações são fundamentais paraproteger as estruturas físicas da Cachoeira da Velha e da Prainha do Rio Novo,quando ocorrer o auge da seca. “As queimas foram planejadas conforme históricode incêndios anteriores na região e imagens de satélites e validadas com mapasde combustível confeccionados pela Diretoria de Biodiversidade e ÁreasProtegidas do Naturatins”, explica.
Segundo o diretor deBiodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Warley Carlos Rodrigues, naAPA do Jalapão, houve integração com a comunidade vizinha da Cachoeira daVelha, que é uma área do Estado, onde foi praticado o Manejo do Fogo de BaseComunitária. “Isso ocorre quando a comunidade que está no entorno da áreapública é envolvida na ação e essa interação é possível porque, previamente, aequipe da APA e os brigadistas vão às propriedades e, junto com a comunidade,elaboram um calendário para uso do fogo, uma vez que é a comunidade que sabe asdatas em que vão precisar usar o fogo”, informa o diretor.
Warley Carlos Rodriguesressalta que a prevenção contra incêndios florestais está sendo possível graçasao apoio das brigadas já contratadas e treinadas em anos anteriores, o quepossibilitou o início das ações com as comunidades já inscritas em tempo hábil.
Mapasde combustível
Outro ponto destacadopelo diretor é quanto à utilização de mapas de combustível, ou seja, o uso degeotecnologias para identificar as áreas disponíveis para queima. “Esses mapasdão destaque às áreas com capim seco, sendo possível a fácil visualização doslocais que precisam ser manejados”, explica.
O diretor diz também queas ações do MIF contam agora com um novo aliado, que é um drone paramonitoramento, que faz avaliação da região antes e depois da queima, de maneirarápida e precisa. “Por exemplo, se fez o manejo hoje, amanhã já pode sobrevoara área e ter uma visão do resultado e isso é bem interessante, porque podemosaplicar conceitos do MIF, lançando mão do conhecimento tradicional e também degeotecnologias para termos um pouco mais de informação sobre o fogo”, conclui.
A supervisora da APAinforma que, desde o ano de 2015, foram estabelecidas 11 zonas de manejo dofogo no Jalapão e que o MIF é uma das estratégias de gestão do território. Elalembra que a APA do Jalapão possui mais de 460 mil hectares e que as açõesdesenvolvidas pela gestão da área têm como objetivo ordenar o uso e a ocupaçãodo solo no entorno do Parque Estadual do Jalapão (PEJ).
Ainda conforme asupervisora, a gestão da APA objetiva também inserir e orientar osproprietários de terras locais no desenvolvimento do ecoturismo e turismo debase comunitária. “Tudo isso, com o objetivo maior de garantir a conservação dafauna, da flora e do solo, além de proteger a qualidade das águas e fomentar odesenvolvimento regional sustentável”, reforça Rejane Ferreira Nunes.
Para que esse localpermita a convivência da biodiversidade e a visitação turística em longo prazo,é necessário o manejo das áreas suscetíveis à queima sob os preceitos do MIF,realizado pela equipe da APA evitando, dessa forma, incêndios que poderiamassolar as áreas de vegetação às margens do rio, colocando em risco a vida e ociclo reprodutivo do pato-mergulhão, nome científico Mergus octosetaceus, espécienativa e criticamente ameaçada de extinção.
A APA do Jalapão abrangeparte dos municípios de Mateiros, Ponte Alta do Tocantins e Novo Acordo,coincide como zona de amortecimento do Parque Estadual do Jalapão (PEJ). Tambémfaz limite com a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins e o ParqueNacional das Nascentes do Rio Parnaíba. Parte dos incêndios que atingem as UCsde Proteção Integral do Jalapão começa em propriedades inseridas na Área deProteção Ambiental do Jalapão.
Fonte:Secom/Tocantins



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