

As operadoras de turismoperderam dois terços do faturamento em 2020, segundo o anuário do setordivulgado hoje (20) pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo(Braztoa). Segundo o levantamento, o faturamento das empresas caiu de R$ 15,1bilhões em 2019 para R$ 4 bilhões no ano passado.
O número de passageirostransportados caiu pela metade, de 65, milhões no ano anterior para 3,3 milhõesem 2020. A maior parte das vendas (77%) ficou concentrada em viagens dentro doBrasil, enquanto o turismo para o exterior respondeu por 23% da renda dasempresas no período.
Empregoi
A crise causada pelapandemia de covid-19 também afetou o emprego no setor, que perdeu, segundo oanuário, 2,7 milhões de postos de trabalho ao longo de 2020. Os serviços dealimentação foram os que mais demitiram, com corte de 1,7 milhão de empregos,seguido pelo transporte rodoviário, que reduziu em 559 mil vagas a força detrabalho e agências de viagem, que demitiram 197 mil pessoas.
Apesar da forte retração, o presidenteda Braztoa, Roberto Haro Nedelciu, acredita que, comparando com o cenáriomundial, “a queda no Brasil não foi tão grande assim”, disse durante aapresentação dos números. ‘Os números no Brasil não são tão significativos, sãoaté melhores do que foram no mundo”.
Retomada
O mercado do turismo no paíscaiu para um patamar inferior ao registrado em 2009, quando o setor faturou R$6,1 bilhões, segundo os dados da Braztoa. Uma retomada para um nível semelhanteao de 2019, Nedelciu avalia que só deve acontecer na metade ou no fim de 2022. “vaidemorar um ano e meio, dois anos para voltar àqueles números”, estimou.
O presidente da associaçãoacredita que quando for possível fazer uma reabertura para uso de toda acapacidade turística, haverá um crescimento na procura. “Tem uma tendência deas pessoas estarem loucas para viajar”, ressaltou.
Fonte:Agência Brasil (EBC)
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