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Dia Mundial do Meio Ambiente: Unidades de Conservação garantem preservação da biodiversidade no Tocantins

Dia Mundial do Meio Ambiente: Unidades de Conservação garantem preservação da biodiversidade no Tocantins

05/06/2021 às 11h28 Atualizada em 05/06/2021 às 11h28
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Dia Mundial do Meio Ambiente: Unidades de Conservação garantem preservação da biodiversidade no Tocantins

As Unidades de Conservação (UCs) são criadas porleis específicas para proteger espaços territoriais e os recursos ambientaisneles existentes

Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Tocantins

Na semana em que se comemora o Dia Mundial do MeioAmbiente (5 de junho), o Estado do Tocantins se orgulha de toda suariqueza natural. Pelo menos 15% de sua área total dos 277.621 km² sãode áreas protegidas, as chamadas Unidades de Conservação (UCs).

Parque Estadual do Cantão

As Unidades de Conservação (UCs) são criadas porleis específicas para proteger esses espaços territoriais e os recursosambientais existentes. Elas são regidas pela Lei Federal 9.985/2000 eclassificadas em categorias, de acordo com suas características e finalidadecom a qual são criadas.

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A principal mudança determinada a partir da criaçãode uma Unidade de Conservação é a definição de seus limites territoriais e deregras para normatizar sua ocupação e uso. De acordo com o diretor deBiodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Natureza do Tocantins(Naturatins), Warley Rodrigues, os principais tipos de unidades de conservaçãopresentes no Tocantins são as Áreas de Proteção Ambiental (APA) e os Parques.

Dunas do Jalapão

As APAs são áreas mais amplas e têm como principalcaracterística serem de uso sustentável. Ou seja, nelas é permitida aexploração de atividades econômicas, desde que observadas algumas restrições.

“Não é permitido, por exemplo, usar algumas classesde agrotóxicos, uma vez que a legislação ambiental é mais aplicada àconservação de aspectos do local e as atividades produtivas são controladas commais rigor”, reforça Rodrigues.

Já os Parques são Unidades de Conservação integrale neles não podem ser realizadas atividades econômicas. “Os parques são áreasde preservação que possuem amostras relevantes de biomas e são destinados,basicamente, à pesquisa científica e ao ecoturismo”, resume o diretor.

Em várias áreas protegidas, projetos desenvolvidospelo Naturatins, em parceria com as comunidades, têm obtido resultadospositivos, com a realização de atividades econômicas de baixo impactoambiental. Esses projetos conseguem conciliar a preservação da natureza com apresença humana.

O presidente do Naturatins, Renato Jayme, destaca amissão do Instituto. “É nossa missão proteger e conservar os recursos naturaisdo Tocantins, visando de uma forma integrada o desenvolvimento sustentável doEstado. É um dever nosso garantir que sobretudo essas áreas que sãoclassificadas de extrema importância para a preservação do nosso bioma estejamprotegidas, e para isso temos equipe e estrutura em cada uma delas, para queessa proteção aconteça e que atividades sustentáveis sejam desenvolvidaspromovendo a integração homem e natureza”.

Noveunidades em operação

O Tocantins possui nove Unidades de Conservação emoperação, sendo elas: Área Estadual de Proteção Ambiental das Nascentes deAraguaína, Área Estadual de Proteção Ambiental do Jalapão, Área Estadual deProteção Ambiental Serra do Lajeado, Área Estadual de Proteção Ambiental Ilhado Bananal-Cantão, Monumento Natural Estadual das Árvores Fossilizadas doTocantins (Monaf), Parque Estadual do Cantão, Parque Estadual do Jalapão eParque Estadual do Lajeado.

Monaf

O Monumento Natural Estadual das Árvores Fossilizadasdo Tocantins (Monaf) é uma Unidade de Conservação diferenciada, localizada nomunicípio de Filadélfia.  Háalguns milhões de anos o Tocantins abrigou uma floresta que hoje é consideradaum dos maiores registros de vegetais fossilizados do mundo. 

O Monaf tem este nome em função da existência detais sítios paleontológicos e arqueológicos onde são encontrados os fósseis deárvores como pteridófitas, esfenófitas, coníferas e cicadácias. Os fósseis sãochamados de “Pedras de Pau” pela comunidade local.

Tais fósseis constituem uma peça-chave dopatrimônio científico mundial, tendo enorme importância para estudiosos queinvestigam florestas, o clima e a ecologia planetária do período Permiano.Entre os elementos paleobotânicos do Monumento, destacam-se samambaiasarborescentes. Estas, no Neopaleozóico, distribuíram-se largamente pela Terraem meio às comunidades de plantas higrófilas de terras baixas, exibindo umanotável diversidade de padrões morfológicos, anatômicos, ecológicos e decrescimento.

O alto índice de samambaias indica que a regiãocentral do Tocantins era uma planície costeira com um farto sistema hídricodurante o período Permiano. O clima era tropical, mas apenas com um estudo decampo mais detalhado será possível concluir se o ambiente era amazônico ouparecido com o Cerrado. Pode parecer que pouco mudou por ali nos últimosmilhões de anos, mas os chapadões indicam o contrário. Eles surgiram depois dasárvores fossilizadas e seriam dunas de deserto que se transformaram em rochas.Mais um sinal do valor histórico da Unidade de Conservação.

Wanja Nóbrega/Governo do Tocantins Fotos: Fernando Alves/Governo doTocantins

 

 


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