21°C 35°C
Palmas, TO
Publicidade
Anúncio

Museu da Loucura completa 25 anos

Museu da Loucura completa 25 anos

08/09/2021 às 08h39 Atualizada em 08/09/2021 às 08h39
Por:
Compartilhe:

Inaugurado em 16 de agosto de 1996, por meiode um convênio entre a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) ea Fundação Municipal de Cultura de Barbacena (Fundac), o Museu da Loucuracompleta 25 anos

Localizado noterreno onde estão construídos o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena(CHPB) e o Hospital Regional de Barbacena - Dr. José Américo (HRB-JA), o espaçoconta a história do antigo Hospital Colônia por meio da exibição de objetos,equipamentos, acervo de fotografias e vídeos, além de documentação coletada emtodo o Estado de Minas Gerais, e faz um paralelo com a abordagem do tratamentopsiquiátrico que vem sendo desenvolvida junto aos pacientes.

O Museu da Loucura é ponto de carimbo doPassaporte Estrada Real, e recebeu do site de viagens TripAdvisor oCertificado de Excelência, nos anos de 2017, 2018 e 2019, em razão das ótimasavaliações que obteve. Em 2020, ganhou a certificação Traveller’sChoice (Escolha do Viajante) pelo mesmo site.

O museu recebe quase 20 mil visitantes por ano.Por causa da pandemia, o local ficou fechado por um período, e foi reaberto em18 de julho de 2021, seguindo todos os protocolos de segurança. Desde então,cerca de 500 pessoas já estiveram no museu.

Quandoinaugurado, o museu foi considerado um avanço no processo de humanização doCHPB e hoje é referência histórica sobre o primeiro hospital psiquiátrico deMinas Gerais. “O museu abre espaço para discussões e reflexões acerca dasatuais diretrizes no campo da saúde mental, buscando a interatividade com ovisitante. Dessa forma, atua como um elo entre a instituição e a sociedade,proporcionando uma quebra de estigma contra o portador de sofrimento mental,despertando a conscientização de que a participação de cada um é fundamentalpara a transformação social”, afirma a coordenadora do museu, Lucimar Pereira.

Em 2014, foi executado no museu um projeto derevitalização que incluiu a reestruturação e adequação do prédio, e aincorporação de inovações tecnológicas - como monitores de vídeo e áudio. “Aobra permitiu a ampliação e evolução do circuito expositivo, com a inserção deinformações sobre a reforma psiquiátrica, a luta antimanicomial e os serviçosda rede de saúde mental'', relembra Lucimar.

A ideia da criação de um museu relacionado coma assistência psiquiátrica surgiu inicialmente em 1979, durante o III CongressoMineiro de Psiquiatria, quando foi exibida uma exposição de fotos do entãoHospital Colônia de Barbacena. Em 1987, o projeto ganhou força, quando uma novamostra foi montada no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Neste momento, foidefinido que o futuro museu, além de ser um centro de documentação e pesquisa,resgataria a história da psiquiatria pública em Minas Gerais.


O uniforme dos internos, que ficou conhecido como “azulão”

Em 1996, com o lançamento do projetoMemória-Viva, pela Fundac, que tinha o objetivo de divulgar a história daBarbacena, foi possível concretizar a instalação do museu, por meio de umaparceria com a instituição. O prédio escolhido para acolher o museu, pela suabeleza e suntuosidade arquitetônica, foi o Torreão, pertencente ao CHPB, o quepossibilitou também que a história fosse contada nos locais originais em queaconteceram. A construção, que data de 1922, foi restaurada e totalmenteadequada para abrigar o novo museu.


Aparelhos de eletrochoque

Durante a visita ao Museu da Loucura, épossível acompanhar a evolução na trajetória da psiquiatria como especialidademédica a partir do século XIX, com destaque para a criação, em 1852, doHospício Dom Pedro II, primeiro hospital psiquiátrico do Brasil. Em seguida, aexposição traz a inauguração do Hospital Colônia de Barbacena, em 1903,apontando, a partir deste momento, os caminhos e descaminhos percorridos naárea da psiquiatria ao longo da história.

Segundo Lucimar Pereira, o museu mostra como,em meio à demanda crescente de pacientes, às limitações das diretrizesassistenciais e aos preconceitos, o Hospital Colônia se transformou em um localde isolamento, exclusão e abandono, resultando em internações compulsórias e emum modelo asilar prolongado. Ela explica que, a partir da inserção da filosofiada Reforma Psiquiátrica, o Hospital Colônia iniciou a desconstrução destemodelo assistencial segregador, aplicando uma nova abordagem de atenção pautadapor princípios humanitários.

"O percurso expositivo do museu conseguemostrar esta evolução, ocorrida com as mudanças promovidas pelo movimento daluta antimanicomial no país, e que resultaram na expansão da redeextra-hospitalar em Barbacena, na implantação dos serviços substitutivos, queobjetivam a reabilitação psicossocial dos egressos de hospitais psiquiátricos,além da criação de outros mecanismos para fortalecer a rede de saúde mental”,contextualiza a coordenadora do museu.

Contatos pelo Telefone: (32)3339-1611 . Barbacena está localizada a 180Km de Belo Horizonte pela rodovia BR 040.

Aeroporto Internacional de Belo Horizonte completa seteanos de concessão


OAeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, completou dia 12 deagosto, sete anos sob a concessão da BH Airport, um período marcado pelatransformação da infraestrutura e pelo fortalecimento do papel do terminal comoindutor do crescimento e desenvolvimento socioeconômico do Estado. Ao longodesses sete anos, foram registrados cerca de 700 mil pousos e decolagens e maisde 72 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto. O total de investimentosfoi superior a R$ 1 bilhão na ampliação e modernização das instalações.

“Só temos motivos para celebrar a chegada dos seteanos, um período de muito trabalho e dedicação da BH Airport, que sempre contoucom o apoio dos seus acionistas, o que fez toda a diferença. Os desafios foram- e continuam sendo - intensos, mas os bons resultados demonstram que osesforços nos proporcionam voos ainda maiores: inauguramos o primeiro AeroportoIndustrial do país, promovemos melhorias estruturais em nosso terminal e conquistamoscertificações importantes, como a Certificação de Saúde, além do título deaeroporto mais pontual do mundo”, ressalta Kleber Meira,CEO da BH Airport.

Todos os investimentos realizados contribuíram paraque o aeroporto se tornasse referência nacional e internacional na qualidade daprestação de serviços aos passageiros, visitantes e comunidade aeroportuária.Nesse período, foram realizadas obras no Terminal 2, que se integrou aoterminal principal e ampliou a capacidade do aeroporto para 32 milhões depassageiros por ano.


Entrada da parte do aeroporto industrial


A nova infraestrutura possibilitou a atração de novos voos, tanto domésticoscomo internacionais, e elevou a qualidade de atendimento aos passageiros. Parase ter uma ideia, antes da pandemia, cerca de 30 mil pessoas circulavamdiariamente pelo aeroporto e em torno de 300 voos eram operados por dia entrepousos e decolagens. Eram oferecidos voos para 45 destinos, sendo cincointernacionais (Orlando, Fort Lauderdale, Buenos Aires, Panamá e Portugal). Como avanço do plano nacional de vacinação, o setor aéreo já registra incrementona movimentação e o número de passageiros esperado para agosto, 660 milpessoas, representa cerca de 70% de retomada em relação ao tráfego do mesmoperíodo antes da pandemia.


Hub logístico internacional


Ao longo desses sete anos, o Aeroporto Internacional de BH também atuou para seconsolidar como um hub logístico reconhecido em âmbito nacional einternacional. Nesse sentido, lançou novos produtos no mercado que contribuempara oferecer aos clientes soluções multimodais. A partir daí, implantou aprimeira rota marítima que liga diretamente o aeroporto ao TerminalBandeirantes, no Porto de Santos (SP), o que oferece aos importadores e demaispúblicos estratégicos da área a possibilidade de remoção da carga importada,por meio do modal marítimo, para a Região Metropolitana de Belo Horizonte.


Pensando também em redução de custos, outrolançamento foi do projeto “Rotas Rodoviárias”, que conecta as zonas primárias,como portos e aeroportos, do sudeste brasileiro, com indústrias, comércios eimportadores mineiros. A partir dessa iniciativa, foi possível oferecer umaredução de até 60% no custo do transporte de cargas, o que elevou acompetitividade das empresas mineiras com a melhoria contínua da cadeialogística.
Para completar, um desejo antigo se tornou realidade e o aeroporto passou acontar com uma rota cargueira semanal. Em parceria com a Bringer Air Cargo, aoperação liga o Reino Unido, Itália, Holanda, China, Taiwan e México a MinasGerais, com conexão fixa em Miami, nos Estados Unidos

Coluna Minas Turismo Gerais jornalistaSérgio Moreira @sergiomoreira63 informações para [email protected]

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias